17 de abril de 2008

Ele e Ela.

Se é verdade que muitas notícias e posts espalhados por essa Internet fora, serão a razão de fundo para os textos a apresentar no Yada Yada Yada, também não é menos verdade que, volta e meia, a motivação para escrever surgirá dos comentários a essas mesmas notícias e posts. Saber, por exemplo, que o novo filme de Ficheiros Secretos chamar-se-á X Files: I Want to Believe, será, por si só, motivo para um post interessante, dizemos nós. Lançando até a pergunta, como é que será a tradução no nosso país. Ficheiros Secretos: Quero Acreditar? No entanto, vasculhando os comentários nos sítios em que a notícia já foi dada a conhecer, será talvez já mais importante discutir a má recepção que o título teve. Chavão piroso, dizem alguns. Falta de imaginação, apontam outros. Até já podemos fazer uma compilação de comparações e sugestões dadas por quem ficou, vamos lá, desgostoso, com esta opção:

Star Wars VII: May the Force Be With You
Die Hard 5: Yippie-ky-yah Motherfucker
I Am Legend II: I Can Help You
Terminator 4: I’ll Be Back
Driving Miss Daisy 2: I’m Driving Miss Daisy Again
Cloverfield 2: More Terrible Things
Scream 4: What’s Your Favorite Scary Movie
Walking Tall 2: Walking Taller
Forrest Gump 2: I Love You Jenny More Than Bubba Dirty
Dancing 2: Nobody Puts Baby in the Corner
X-Files: I believe werewolves are aliens.

Isto tudo para abordarmos um post lançado na passada terça-feira, no Awards Daily, onde, em nosso entender, um dos comentários acaba por ser tão ou mais pertinente do que o próprio texto. O post em questão incide num dos assuntos que ainda vai marcando a indústria, a de que filmes protagonizados por mulheres não apelam às massas. De forma sucinta, como as tabelas tão bem sabem fazer, podemos verificar que são os filmes em que os dois papéis principais são desempenhados por homens, que mais facturam nas bilheteiras. Desde 2004, apenas dois filmes protagonizados por mulheres figuraram no top 20 do ano. E, dos vinte melhor sucedidos nas bilheteiras, nenhum tem uma dupla do sexo feminino no comando.

Agora, esta tabela dá pano para mangas e, de facto, temos aqui bastante conversa para colocar em cima da mesa. No entanto, pegando precisamente nestes dados, um dos visitantes do Awards Daily, apresentado com Gentl Benj, direcciona o debate num outro sentido, apesar de partilhar a mesma linha de pensamento. Apresentando um artigo sobre as obras mais misóginas da década, Gentl Benj dá o exemplo de Super Baldas (Greg Mottola, 2007), um dos referenciados. Um filme em que o protagonista só pensa em sexo, que não prima pela inteligência, e roça a cretinice, sobretudo pela forma como olha para o sexo oposto. Porém, após reflectir um bocado sobre isto, Gentl Benj afirma que os filmes estão cheios de personagens assim. Com ar de pateta, estranhos, que nem sempre pensam duas vezes antes de abrir a boca, mas que conseguem ficar com a rapariga. Agora, personagens femininas idênticas? Nem por isso. Os homens passam a mensagem És adorável da maneira que és, mas, as mulheres não. Ou, será que passamos? Parece que sim, contudo, não através do cinema. Da televisão. Dos talk shows. Aí é que aparecem os Seths com peito. Perdão, mais peito.

16 de abril de 2008

Apocalypto 2008.

Por muito que queiramos, por vezes, não podemos partir para o ataque ao desbarato. É preciso contenção nas palavras, e serenidade na análise. Adoptar uma perspectiva mais racional, e lançar os porquês. Tentar perceber as motivações de determinado projecto. A quem se dirige. Quais as características do público-alvo, e antecipar a reacção do mercado.

É isso que acontece com Beverly Hills Chihuahua (Raja Gosnell), cujo poster foi recentemente dado a conhecer. Sobre o plot, sabemos que gira em torno de Chloe (Drew Barrymore), um distinto chihuahua de Beverly Hills, que se perde por terras mexicanas, durante umas merecidas férias. Transpondo duras adversidades, e ultrapassando uma mão cheia de peripécias, Chloe tudo fará para regressar a casa. Para além da voz de Barrymore, o filme conta com as participações de Piper Perabo, Jamie Lee Curtis, Andy Garcia, Placido Domingo, e Salma Hayek. Quanto à realização, essa, está a cargo de Raja Gosnell, o homem que também a(ssa)ssinou os filmes Scooby Doo. Ao olharmos para o poster, não podemos deixar de reparar na fonte fonética que auxilia a pronunciar a palavra chihuahua. Ao estilo de Ratatui (Brad Bird), no Verão passado. Será esta a única semelhança entre ambos? Ao mesmo tempo, questionamo-nos se o carimbo Walt Disney justificará alguma curiosidade por este título. E, por último, será que poderemos mesmo apontar o dedo a uma qualquer socialite, como fonte de inspiração para este filme? Quem disse que faltam ideias em Hollywood? Por muito que queiramos, e queremos mesmo muito, não podemos criticar este filme. Ainda.

Este, vale a pena ver. Falamos do trailer.

Eles têm sido tantos, e tão semelhantes entre si, que é difícil distingui-los. No entanto, este novo trailer de Speed Racer, com praticamente quatro minutos, traz-nos algumas novidades, o que faz com que se demarque dos outros 274 trailers e inúmeras featurettes que inundam a Net. Consta que o slogan adoptado pela Warner Brothers, relativamente a este filme, terá sido Água mole em pedra dura… A verdade é que a promoção tem sido intensa, com novas fotografias, novas cenas e novas entrevistas, todas as semanas. E, parece que até tem dado resultado. Um pouco por todo o lado, blogs, sites e fóruns, há quem vá dizendo que as primeiras imagens não eram convincentes, mas que, agora, já vão dando o braço a torcer.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Irmãos Wachowski no comando, elenco com Emile Hirsch, Matthew Fox, Christina Ricci, Susan Sarandon e John Goodman, e um orçamento considerável, são motivos válidos para querer ver um filme. No entanto, será legitimo afirmar que, visualmente, a obra deverá estar longe de reunir unanimidade. Por um lado, temos as sequências de corrida, que mais parecem tiradas de um qualquer jogo da série Wipeout. Por outro lado – e, não se levantem já das cadeiras em alvoroço –, parece existir ali um lado quase burtoniano, nos momentos mais calmos, como o demonstram as cores garridas, e as roupas das personagens. Não estamos com isto a dizer que Speed Racer terá, à partida, tudo aquilo que é necessário para ser uma obra-prima. Por esta altura do campeonato, até pode vir a ser um flop. Contudo, não virá grande mal ao mundo se os Wachowski voltarem a acertar na tecla.

Aqui fica, então, o trailer de quatro minutos, e a melhor featurette que anda por aí sobre o filme. Para a estreia nos Estados Unidos falta menos de um mês. Por cá, chega a 26 de Junho.

The Wackness - Teaser.

A par de American Teen (Nanette Burstein) e Choke (Clark Gregg), The Wackness deve ter sido das obras mais badaladas no último Festival de Sundance. Podemos mesmo dizer que estas constituíram o triunvirato de Park City em 2008. A espreitar de perto o pódio da atenção está Assassination of a High School President (Brett Simon). The Wackness, que passou com distinção não só por Sundance, mas também pelo South By South West Film Festival, em Austin, é hoje notícia pelo teaser trailer que a Sony Pictures Classics decidiu finalmente disponibilizar para nosso regozijo. É que a sinopse já puxava por nós.

Nova Iorque, Verão quente de 1994. Luke Shapiro (Josh Peck) é um jovem problemático, traficante, que troca marijuana por sessões de terapia com o Dr. Squires (Ben Kingsley), um psiquiatra que também não lida bem com a questão das drogas. Não estando fáceis, as coisas ficam ainda mais complicadas quando Luke se apaixona por uma rapariga (Famke Janssen) com quem partilha as sessões do Dr. Squires, sobretudo porque é filha deste. Acima de tudo, The Wackness parece ser uma história sobre sexo, drogas, música – ou não se passasse no ano por muitos considerado como o melhor na História do hip-hop –, e o deixar a adolescência para trás. O filme é escrito e realizado por Jonathan Levine, cineasta que assinou também All The Boys Love Mandy Lane (2006).

A imagem de Ben Kingsley é aquela que mais perdura após o visionamento deste trailer. E, duas coisas vêm à mente, assim que este termina. Kids (1996), de Larry Clark, e os All-Star guardados e esquecidos ali no armário numa qualquer caixa. Reminiscências dos nineties. Altura em que as cassetes ainda mandavam no mundo.

15 de abril de 2008

O Dia das Mentiras revisitado.

A notícia já é de ontem, contudo, a dúvida permaneceu até hoje. O problema disto tudo passou pela interpretação. Mais ao nível do receptor, o pateta. Esclarecendo a situação, todos estamos cientes de que um filme Iron Man está aí ao virar da esquina. A sua chegada não será surpresa para ninguém. No entanto, ao ler que um filme de Iron Man seria baseado num trailer de enorme sucesso, com a duração de um minuto e meio, logo pensei que estariam já a falar de uma possível sequela. Instalou-se a confusão. O entusiasmo tem destas coisas. Leva-nos a ver mais do que realmente existe. Era apenas uma piada. Não que um segundo filme de Iron Man não possa ser uma hipótese. Mas, nunca baseado num trailer, caramba. Quase que faz lembrar aquela música dos rios que nascem no mar. É, por isso, com alguma atrapalhação, que reconheço ter guardado este vídeo até ter tido a certeza das suas intenções. Afinal, tudo não passa de um gag levado ao extremo. O pessoal da Onion News Network deve ter-se perguntado no final do sketch, Será que conseguimos enganar algum idiota? Alvy Singer: Presente. Bolas, é que nem os rodapés falsos fizeram soar o alarme.


O fresco já não é o que era.

Vinha no Metro de ontem. Não sabemos se virá no de hoje. O anúncio de uma página – na terceira, que a importância assim obriga –, ao novo canal do Meo, o Sony Entertainment Television. Em letras garrafais, a apresentação, Chega um canal com estilo próprio. Simples. Directo. Sem margem para dúvidas. O problema viria a seguir. Em letras mais pequenas, Com uma programação fresca e variada, e uma perfeita combinação de séries de diversos géneros e cinema actual, chega Sony Entertainment Television. E, é precisamente aqui que a porca torce o rabo. Estaria tudo bem, se o anúncio não viesse acompanhado de seis séries promocionais. Seis séries que provariam a veracidade desta afirmação ou, que nos mostrariam que tudo isto não passava de uma enorme balela. Relembrando o adjectivo utilizado, fresca, aqui ficam as seis séries que figuram no anúncio: Friends, O Sexo e a Cidade, Frasier, Dawson’s Creek, Investigação Médica, e A Teoria do Big Bang.

Ora, tendo em conta que Friends já vai no rerun do renun, na RTP2, que O Sexo e a Cidade já teve a sua cota parte, mais do que uma vez, quer na SIC, quer na SIC Mulher, que Frasier já serviu de fecho de programação na TVI, um bom par de vezes, e que, a horas mais decentes, passou na extinta SIC Comédia, e que Dawson’s Creek teve o mesmo tratamento de Frasier na TVI, uma das vezes na versão original, outra, dobrada em português, estamos em crer que talvez seja algo despropositado afirmar que esta é uma programação fresca. Nos dias que correm, quem não sabe o número exacto de vezes que Ross e Rachel atam, desatam, reatam, e voltam a desatar, não é digno de se sentar numa esplanada a discutir séries de televisão. Quem não sabe com quantos homens de nacionalidade diferente é que Samantha partilhou uma noite intensa e apaixonada, deve pensar duas vezes antes de sair casa, com receio de ser enxovalhado. A Teoria do Big Bang, provavelmente a verdadeira relíquia a descobrir no meio desta meia dúzia, quase que nem se percebe no anúncio. O título é pouco perceptível, talvez porque as pernas de Kelsey Grammer o cortem a meio. Quanto a Investigação Médica, não querendo estar a mentir, tenho a profunda convicção de que já tropecei aqui num qualquer canal da televisão portuguesa. Talvez fosse da Tv Cabo. O mais engraçado, que não tem piada nenhuma, é que, no anúncio, a série vem com o nome de Investigasão Médica. Meus senhores, o acordo ortográfico ainda não foi aprovado, mas, mesmo que seja, não se traduz em regabofe. Haja maneiras.

Posto isto, podemos concluir que, ou, de fresco, o canal tem muito pouco, ou o departamento de marketing anda a dormir na forma, e deixou os grandes nomes de fora. Contudo, quando visitamos o Hot Tv News, e começamos a ver outros títulos (A Juíza; O Tutor; A Missão de Joan; Sabrina, a Bruxinha Adolescente), percebemos que é mais a primeira hipótese. Ficamos à espera do cinema actual.

Por detrás de um grande homem...

… estão as costas de um mutante. O IGN deu a conhecer esta noite o mais recente poster de The Incredible Hulk (Louis Leterrier). Estabelecendo aqui um meio-termo, podemos afirmar que talvez não esteja ao nível daquele magnifico de The Dark Knight (Christopher Nolan), mas, também não é inferior aqueloutro de Iron Man (Jon Favreau). Digamos que, pelo menos, chama à atenção. E, não é esse o grande objectivo de um poster? O problema, e o /Film destaca isso mesmo, é que o New York Times publicou recentemente um artigo cujas primeiras palavras eram Bad Buzz. Caramba, se há filme pelo qual torço que as coisas corram bem, é este. Se o Génio da Lâmpada dissesse, Ainda tens um desejo, e podes tornar um filme do qual ninguém espera nada de jeito, numa das surpresas do ano, plim!, seria este.

A poção mágica de Dany Boon.

Já que estamos numa de bilheteiras, falemos de Bienvenue Chez Les Ch’tis, a comédia realizada e interpretada por Dany Boon, que tornou-se, há dias, no filme francês mais visto de sempre, contabilizando, em mês e meio, 17,5 milhões de espectadores. Ora, a primeira coisa a fazer nestas situações, de modo a apreciar devidamente a sua grandiosidade, é transportar os números para o nosso país. Dizem os relatórios que a França tem, aproximadamente, 61 milhões de habitantes. Diz o INE que Portugal anda um pouco acima dos 10 milhões. Apontamos num papel o número de franceses que foram às salas de cinema ver este filme: 17,5 milhões. Como bom discípulo de Guterres, sempre gostei de lidar com dilemas das matemáticas. Trabalhar algoritmos e funções exponenciais. Neste caso, o problema nem se coloca. Uma regra de três simples resolve a questão, como o engenheiro, outrora, tão bem nos ensinou. Ora, noves fora 17,5 milhões, mais 17,5 milhões, 10 milhões de portugueses, e 17,5 de 61 milhões de franceses a ir ao cinema, menos os 17,5 milhões, diz-nos que, em Portugal, o equivalente seria um filme levar qualquer coisa como 3 milhões de pessoas aos cinemas. Está longe de ser brincadeira. Quase uma em cada três pessoas já viram Bienvenue Chez Les Ch’tis, filme que, neste capítulo, destronou o clássico A Grande Pérola (Gérad Oury, 1966).

Sobre a obra, a história versa sobre Philippe Abrams (Kad Merad), carteiro em Salon-de-Provence, no centro do país. Casado com Julie (Zoé Félix), tenta satisfazer a mulher, dona de uma natureza depressiva, pedindo transferência para a Côte d’Azur. Contudo, em vez de ir para o sul, Abrams é transferido para Bergues, uma pequena localidade no norte do país. No inicio, Philippe vai sozinho. Esperando o pior, para sua surpresa, descobre um local encantador, inclusive, com uma linguagem própria, o ‘cheutimi’. Conhece Antoine (Dany Boon), de quem se torna amigo, o carteiro da vila, e tudo corre às mil maravilhas. O problema é que o resto da família, que ficou para trás, ainda não conhece a magia do local nem das gentes do norte. Antes de deixarmos o trailer, e o site oficial, dizer apenas que Dany Boon nasceu no norte de França.

14 de abril de 2008

Quando o sete é o novo um.

Isto de ser primeiro tem muito que se lhe diga. Mais do que relativo, por vezes, é um atentado a toda lógica Kantiana – parece bem, de vez em quando, ir mandando postas destas. Alturas há em que ser primeiro se consegue com uma perna às costas. No reverso da medalha, alturas há em que é difícil como tudo subir até lá a cima. As receitas de bilheteira, sobretudo nos Estados Unidos, são exemplo disso mesmo. Esta semana, talvez porque o filme que ficou no topo das preferências, não aquece nem arrefece, parece-nos pertinente deixar aqui uma palavra sobre este tema. Mentira, pensando melhor, o filme arrefece até mais não. Deixemo-nos de simpatias. Qual iglo, onde entramos de fato-de-banho, falar de Prom Night faz um frio de rachar. Até podemos estar enganados, que esperamos estar. Mas, franqueza acima de tudo, esta é a primeira impressão sobre a obra de Nelson McCormick, realizador que já passou por todas as séries do planeta: Sheena, Balada de Nova Iorque, V.I.P., Alias, CSI, House, CSI NY, Os Homens do Presidente, Serviço de Urgência, Nip/Tuck, The Closer, e Prison Break.

A verdade é que, não poucas vezes, filmes que ninguém dava nada por eles, acabaram por chegar ao primeiro lugar. E, em nosso entender, existem dois momentos propícios para a ocorrência deste fenómeno. O primeiro, a silly season, altura em que nos encontramos. Aquela fase do ano, a seguir aos prémios, em que ficamos à espera dos blockbusters, na esperança de que algum deles salve a entrada no Verão, enquanto ficamos com tempo de sobra para pensar na morte da bezerra. Deverei, no entanto, dizer que sou contra estas generalizações. Subscrevo sim, a silly week, expressão que, nos dias de hoje, parece fazer mais sentido. O segundo momento, é o sair de cena de um campeão nas bilheteiras. Quando um peso pesado domina em todas as salas de cinema, poucos são os estúdios que optam por lançar um filme onde depositem alguma esperança. Aqueles que saem são os designados carne para canhão. O mais estranho no meio disto tudo é que, por vezes, a carne vem mal passada, e o público acaba por aderir. Vejamos, a título de curiosidade, alguns dos títulos que expulsaram recordistas de bilheteira.

Titanic (James Cameron, 1997) – Perdidos no Espaço (Stephen Hopkins, 1998);
Star Wars – A Ameaça Fantasma (George Lucas, 1999) – Austin Powers – O Espião Irresistível (Jay Roach, 1999);
O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei (Peter Jackson, 2003) – Along Came Poly (John Hamburg, 2004);
O Sexto Sentido (M. Night Shyamalan, 1999) – Stigmata (Rupert Wainwright, 1999);
Harry Potter e a Ordem da Fénix (David Yates, 2007) – Declaro-vos Marido e… Marido (Dennis Dugan, 2007).

O filme de Nelson McCormick limitou-se a passar à frente de A Última Cartada (Robert Luketic), que entre nós estreará a 01 de Maio. No entanto, já que temos à nossa disposição um blog para opinar, convém dizer que a verdadeira razão de abraçar este assunto esta noite, prende-se com o facto de Prom Night já ter data de estreia no nosso país – pois claro, parece que saiu em Diário da República que, filme número um nos Estados Unidos, que não estreie por cá, é excomungado – e, de Smart People (Noam Murro), filme que também chegou às salas norte-americanas este fim-de-semana, ainda não ter. E, o sétimo lugar arrancado, não deve ajudar muito a que chegue brevemente. Isto tem mais ar de quem vai ser esborrachado ali para Outubro ou Novembro, antes das grandes apostas do Natal. Agora, para clarificar que mais rapidamente correria para a bilheteira a adquirir o ingresso para o sétimo na tabela, aqui fica o trailer do primeiro, e o do dito sétimo. Isto, já para não dizer que o sete é um número com toda uma simbologia catita.

Qual é o Filme?

Começar o primeiro post no Yada Yada Yada com um simples La-di-da, seria menos que original. Mais do que esperada, seria uma entrada demasiado receosa e, já basta os nervos com que estou. Pronto, acabei de meter o pé na poça. Já disse que estou nervosa. Chiça. Tinha prometido ao Alvy que isto não ia acontecer. Espero que ele não se aborreça. Apesar de estar com vontade de contribuir, e muito, para este novo espaço, confesso estar um bocado ansiosa. Ele disse-me para não estar. Para começar com posts simples, que, daqui por umas semanas, sem me aperceber, já seria capaz de entrar por aqui adentro a mandar vir com o final de Citizen Kane (Orson Welles, 1941), se fosse preciso. Coisa que não é, porque adoro o final de Citizen Kane. Só para ficarmos esclarecidos. Era mais para dar uma ideia do ganho de confiança. Alguém que diz mal do final de Citizen Kane, quase que não precisa de pára-quedas. Pára no ar.

Com o tempo, essa segurança deverá mesmo surgir. Hoje, gostaria de iniciar a minha colaboração neste espaço, seguindo uma recomendação do Alvy. Nada demasiado complexo. Um desafio, à imagem de outros simples que ele efectuou no Deuxieme. Revelando alguns dos meus filmes de eleição, a ideia passa por descobrir quais os três filmes em questão. Aí estão eles.

Este foi o primeiro filme realizado por uma mulher a ultrapassar a barreira dos 100 milhões de dólares, nas bilheteiras norte-americanas. Neste filme entra um actor que, nessa mesma década, tinha participado no remake de um filme dos anos 30. O argumento deste remake agradou tanto ao realizador convidado, que este desistiu imediatamente da ideia de filmar Flashdance (1983). Neste remake entra também a actriz que, nessa mesma década, viria a protagonizar um filme que esteve destinado a Madonna. Por esse filme, a actriz ganharia uma nomeação para os Oscares.

De facto, isto assim não custa nada.

Ganhar ou não ganhar?

A questão foi colocada pelo Michael128 no fórum do IMDB. Secção, Oscar Buzz, mais precisamente. Na essência, transportamo-la para aqui. Com algumas nuances, para acentuar o dramatismo. Alguns poderão olhar para esta pergunta e pensar, Pff, mas tem alguma dificuldade escolher uma das duas? A verdade é que, para Alvy Singer, isto não é assim tão linear. Aqui, o busílis, é entre o ganhar e o não ganhar. É o subir ao palco, e o não subir. É o levantar o braço com o troféu na mão, e o não levantar o braço com o troféu na mão. É o poder agradecer a todos aqueles que gostaríamos de agradecer, e o não poder agradecer a todos aqueles que gostaríamos de agradecer. Por esta altura, a ideia já deve ter passado.

Vamos imaginar, assim, por uns momentos, que todos temos uma carreira na sétima arte. Não deveremos andar muito longe da verdade se dissermos que, provavelmente, isto já deve ter passado pelas mentes da maioria, pelo menos, uma vez. Vamos pensar que estamos nas cerimónias de entrega de dois dos prémios mais apetecidos de Hollywood. No caso dos homens, vamos imaginar que estamos todos vestidos a rigor para a ocasião. Um tuxedo talvez seja a opção mais consensual. No caso das senhoras, um vestido de cerimónia, cujo estilista caberá a cada uma decidir. Versace, Vera Wang, Prada, Armani, Carolina Herrera, Escada, Jean Paul Gaultier, Chanel, Valentino, Michael Kors, Roberto Cavalli, Oscar de la Renta, Dior, Nina Ricci, por aí fora. A fantasia não tem limite, por isso, não se acanhem. Agora, o desfecho destas duas festas, Oscares e Globos de Ouro, é que será diferente.

Com efeito, num ápice, imaginemos que chegámos ao final da nossa carreira. Daqui para a frente, já não há mais nada. A memória daquela noite em que vimos o nosso trabalho reconhecido soube bem. Olhamos para trás, e vemos um destes dois cenários. Apenas um. Qual dos dois preferiam ver no vosso currículo?

Uma nomeação para os Oscares.
Uma vitória nos Globos de Ouro.

Pois bem, apesar de ser um assíduo espectador dos Oscares, e um verdadeiro entusiasta pela História dos prémios, não poderei concordar com a maioria daqueles que disseram de sua justiça no IMDB. O que me leva a decidir nestes casos é o mesmo de sempre. A ideia de abrir a porta de casa, deitar as chaves para cima do móvel, e ouvir alguém berrar lá do fundo, Então, ganhaste? Isto, partindo do principio que ninguém tinha seguido os prémios pela televisão. Caramba, um Globo de Ouro não é assim tão mau. E, ganhar, sempre tem mais piada do que perder. Ou, será que ser nomeado para um Oscar não é já uma grande vitória? Seja de que maneira for, iria para o Globo de Ouro.

Frases de famosos pela boca dos actores.

General Hummel: "A árvore da liberdade deve ser regada de tempos a tempos com o sangue dos patriotas e dos tiranos". Thomas Jefferson.

John Mason: "O patriotismo é a virtude dos corruptos", de acordo com Oscar Wilde.

em, O Rochedo (Michael Bay, 1996).

13 de abril de 2008

Teens para gente grande.

Antes do trailer de American Teen, será apropriado fazer uma ressalva. Em breve, iniciaremos neste espaço, uma lista cujo título não deverá levantar grandes dúvidas: 25 Filmes a Ver em 2008. Vinte e cinco filmes que, no nosso entender, merecem, pelo menos, um acompanhar pormenorizado até às salas. Alguns deles, muito provavelmente, só chegarão ao nosso país em 2009. Isto porque, o critério de selecção desta lista baseia-se, meramente, nessa particularidade que é o oscar material. Apesar de faltarem ainda dez meses para próxima cerimónia, é já possível descortinar uns quantos favoritos. Favoritos talvez seja um termo demasiado forte. Digamos que existem uns que se destacam mais. Seja pelo realizador. Pelo elenco. Pela obra que serve de base. Por tudo isto. Por nada disto. Pelo orçamento. Enfim, procuraremos apenas incidir um primeiro olhar sobre vinte e cinco filmes que poderão fazer correr alguma tinta daqui por um ano. Seja pelos prémios ganhos, ou por aqueles que deixaram escapar. O objectivo não passa por uma previsão definitiva dos candidatos aos próximos Oscares mas, tão-somente, por um “dar a conhecer” daquilo que chegará lá mais para o fim do ano, e que por agora não passa de um mero objecto de interesse. Curiosidade exacerbada, será a melhor forma de descrever aquilo que sentimos em relação a estas obras. A primeira delas vem já aí.

E, curiosidade exacerbada, será talvez a maneira ideal de descrever a excitação sentida em torno de American Teen. O documentário de Nanette Burstein, nomeada para o Oscar de Melhor Documentário por On the Ropes (2002), tem andado nas bocas do mundo desde que passou por Sundance. Por essa altura, um dos que fez mais alarido em torno da obra foi Jason Reitman (Juno). O filme chegou a ganhar um prémio e, antes de o festival ter terminado, já os direitos tinham sido comprados pela Paramount Vantage. Terá sido, provavelmente, o filme que saiu com melhor reputação de Park City. Aliás, qualquer filme comparado com The Breakfast Club (John Hughes, 1986), sai com boa reputação de onde quer que seja. As comparações com o delicioso teen movie de Hughes foram mais que muitas. Era a primeira analogia saída da pena de qualquer crítico. Tantas foram as vezes que isto aconteceu, que a Paramount decidiu aproveitar o mote. No seu espaço, o caro Knoxville demonstra exactamente como.

Agora, esta sexta-feira, chegou um trailer bem apetitoso. Longo, mas, parecendo não revelar em demasia, o trailer percorre aqueles corredores típicos dos liceus norte-americanos. Curiosa é a pergunta lançada: Who were you? Sem qualquer embaraço, no secundário, posso dizer que era o movie geek que, quando lhe espetavam na cara com o prato do dia em plena cantina, dizia, Epá, isso faz lembrar aquele filme… Ou, quando chegava à escola com uns ténis novos, e os colegas os estreavam logo às pisadelas, retorquia, Epá, isso faz lembrar aquele filme… Ou, quando cortava o cabelo, e toda a gente oferecia três carolos bem dados, respondia, Epá, isso faz lembrar aquele filme.

Diz, quem já viu, que estereótipos é coisa que não abunda por aqui. Que o filme vai mais além, e pode mesmo vir a ser um marco do ano. A ver vamos. Uma coisa é certa, comparações com The Breakfast Club, é elevar a fasquia. E, apesar de esperar o melhor deste documentário, duvido muito que, a nível musical, tenha algo do gabarito de Don’t You (Forget About Me). A estreia nos Estados Unidos está marcada para 25 de Julho. Por cá, devemos ter de esperar. Aqui fica o trailer.

Space Jam.

Naquilo que respeita a paixões e afectos, o Cinema estará sempre num pedestal. Podem vir futebóis e PSPs, que, em termos de diversão, nada chegará aos calcanhares da sétima arte. Talvez por esta não ser somente sinónimo de diversão. Ser muito mais do que isso. Ser uma via de motivação e reflexão. Um lugar de descobertas. Interiores e do mundo. No entanto, em termos de entretenimento e, entretenimento apenas, algo tem vindo a ganhar o seu espaço no quotidiano de Alvy Singer. Basquetebol. É verdade. Ao contrário do futebol, onde são vinte e dois idiotas atrás duma bola, aqui são apenas dez paspalhões. A bola anda dum lado para o outro, daquela forma desvairada habitual, que por vezes leva-nos a perguntar Mas que raio, porque é que eles correm tanto? Convém dizer, para quem não está dentro do assunto, que, a NBA, liga profissional dos Estados Unidos, é o Olimpo da modalidade. Só os melhores do planeta jogam por lá. Os melhores, e os filhos de alguns treinadores. Dado comum em qualquer desporto. No entanto, isso não consta dos aspectos a abordar neste texto. Por esta altura, já alguns se terão questionado o porquê de um post sobre basquetebol num blog sobre cinema.

A verdade é que já há algum tempo andava à procura de uma brecha para puxar este tema. Não estava fácil. Contudo, a coisa resolveu-se quando surgiu a notícia de que Jonathan Dayton e Valerie Faris seriam responsáveis por três spots promocionais aos playoffs, prestes a começar. Antes de mais nada, é compreensível a decisão dos administradores da NBA, ao terem optado por Dayton e Faris. Ao olhar para trás, dificilmente encontraremos uma história tão convincente e, ao mesmo tempo, tão íntegra, sobre a perseguição de um sonho, como em Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos (2006). Aos olhos de uma criança, aceitamos que nem sempre se distinga a linha que separa a ilusão da realidade. Mas, o que é o sonho, senão o diluir dessa mesma linha? Seja na demanda da pequena Olive (Abigail Breslin), ou na procura destes homens com mais de dois metros, e já com idade para terem juízo, pelo ceptro de campeão. Porque nisto dos sonhos, somos todos inocentes e ingénuos. No caso destes calmeirões, o sonho está lá, como demonstra este primeiro vídeo, que mais parece um dos passos para o sucesso da teoria de Richard (Greg Kinnear). Assim como o medo, neste outro, que faz lembrar aquela frase do avô (Alan Arkin): Losers are people who are so afraid of not winning, they don't even try. No entanto, talvez seja pelo revelar de peito aberto que este é um sonho que carregam desde os nove anos – maior comparação do que esta era difícil –, dos três, o meu vídeo favorito é este. O facto de também estar aqui o meu jogador preferido da actualidade é capaz de ter ajudado. É o da esquerda. Chama-se LeBron e, um dia, será campeão. Pelo menos, ele acredita. Se Dayton e Faris decidirem, daqui a uns anos, fazer um filme sobre ele, têm o meu aval. Com a condição de que o tio venha atrás.

12 de abril de 2008

Façam favor. Os aperitivos são na sala.

Agora que já conhecem o hall desta nova casa, podemos passar aos salões. Antes de mais nada, peço desculpa pela desarrumação. Não liguem às caixas no chão. A olho nu, ainda podem passar despercebidos, mas, a verdade é que muitos pormenores ainda estão por ultimar. Há cortinados por colocar, candeeiros por montar e quadros para pendurar. Tudo, coisas da Annie. Mas, já lá vamos. Digamos que, aquilo que é essencial numa habitação, já estará por aqui. Desde a cozinha com os electrodomésticos indicados para confeccionar alimentos (ali a coluna New York City), até à sala de estar, que se espera acolhedora, onde poderemos encontrar-nos todos em sã confraternização (o espaço para comentários, entenda-se). Só não vos mostro o quarto, porque isso passaria pelo revelar das passwords deste estaminé. Garanto-vos, apenas, que é do mais confortável que a última geração em camas tem para oferecer. Agora, se me perguntarem o que mais gosto nesta casa, sem dúvida alguma, a vista. Como bom coscuvilheiro que sou, gosto sempre de espreitar a casa do vizinho da frente. Isto é gente que já mora aqui no bairro há muito tempo. Quando me mudei para aqui, confesso, também foi pela boa vizinhança. Por enquanto, a coluna La-di-da permite apenas perscrutar a residência de oito laboriosos cinéfilos. Laboriosos e jeitosos, acrescente-se. No entanto, a zona da varanda ainda vai ser trabalhada, no sentido de aumentar o raio de alcance. Isto é coisa para alargar a vista nos próximos tempos. Não nos parece que alguém vá levar a mal por entrarmos assim em sua casa.

Porque este primeiro post deverá ser o menos relacionado com cinema em toda a existência deste blog, vale a pena comparar esta saída do Deuxieme, com a saída de casa dos pais. Agora, quem paga as contas, é aquele que se assina. Se, numa noite de maior folia, fizermos aqui muito barulho, já não dá para assobiar para o lado como se nada fosse. Se entrar por aqui alguém a barafustar, temos de ser nós a ir à reunião de condomínio. Caraças, afinal, nem tudo é bom e o raio da rosa traz sempre um espinho atrás. De qualquer das formas, sabe bem sair de casa e encontrar o nosso próprio espaço. Tal como acontece com a casa dos nossos pais, em termos de blogosfera, para não ir mais longe, gosto de pensar que o Deuxieme será sempre a minha casa.

Posto isto, convém deixar uma palavra sobre o falar na primeira pessoa do plural, e o que faz ali o nome de Annie Hall no perfil. Quando, há coisa de duas semanas, decidi em definitivo que era altura de partir para um novo espaço, achei que esta aventura saberia melhor ao lado daquela que me lixou a vida, mas com a qual passei alguns dos melhores momentos de que me recordo. Sem pensar duas vezes, comprei então a passagem de avião para Los Angeles, onde iria propor à Annie que colaborasse comigo neste Yada. A sua companhia era a peça que faltava. E, a reacção não poderia ter sido melhor. Aliás, ficou tão contente com o convite, que logo quis retribuir com um jantar em casa dela. Lagostas era o prato. Gentilmente, recusei. Acho que ela não levou a mal. Acabámos por ir jantar a um restaurante de macrobiótica. A seguir a poder virar à direita num semáforo, o melhor desta cidade é ter mais restaurantes destes do que Nova Iorque. Enfim, deixemos estas considerações para outra altura. Aquilo que importa é que a Annie Hall será presença assídua neste espaço. Uma voz feminina sempre se traduz em equilíbrio. Basta ir ao top do IMDB, para ver que A Vida É Bela (Roberto Benigni, 1998) é o 14º melhor filme para o sexo feminino. Já para os homens, apenas podemos constatar que não entra sequer nos cinquenta primeiros, limite inferior da lista. Ora, isto quererá dizer alguma coisa. Agora, ainda amanhã, ou, talvez, só no inicio da semana, a Annie dará aqui o primeiro ar da sua graça. Ela diz que não está muito confiante. Já lhe disse que isto é meia bola e força. O pior que pode acontecer é chatearmo-nos um com o outro, e ir cada um para seu lado.

Apenas uma última palavra para o consultor imobiliário que ajudou a encontrar esta bela casa. Um verdadeiro achado na blogosfera. O preço é melhor nem dizer. A quantia cobrada foi tão irrisória, que recuso-me a partilhá-la, tal seria a vergonha. A verdade é que este auxílio na construção do Yada Yada Yada foi mais do que precioso. Se há coisa de que não percebo rigorosamente nada, são blogs e como abrir um pacote de leite com as mãos. O sacana entorna-se por todo o lado. Felizmente, desta vez, encontrei quem me ajudasse convenientemente. Mais do que consultor imobiliário, ele foi um autêntico decorador de interiores. Bastava-me dar a ideia do pretendido, e o desejo era realizado. Foi uma magnífica noite, aquela em que assinei a escritura desta casa. E, em jeito de segredo, qual prefácio, o primeiro post foi da sua autoria. Essência captada de forma tão eloquente, jamais o poderia retirar.

Em suma, resta-me dar as boas vindas a todos aqueles visitarão este espaço. Os sentidos em que esta casa crescerá, permanecem, até para nós, um mistério. A cada dia tentaremos mobilá-la mais de acordo com a nossa identidade. Só com o tempo é que isso virá. Para já, estamos gratos por a casa não ter vindo abaixo, como no filme de Richard Benjamin (1986). Bolas, aquilo é que deve ter sido uma fase complicada para Tom Hanks e Shelley Long. Se bem que a boa disposição de Hanks deva ter aliviado um bocado o ambiente.

10 de abril de 2008

Um

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Alvy Singer: I don't want to move to a city where the only cultural advantage is being able to make a right turn on a red light.