23 de maio de 2008

O outro Batman da temporada.

Nunca fui grande fã de Batman. Gostar razoavelmente dos dois primeiros filmes da saga, da autoria de Tim Burton, não chega para dizer que sempre segui de perto todos os passos do justiceiro de Gotham. Por esse mundo fora existirão certamente milhares de coleccionadores de comics, que melhor se adequarão ao perfil de aficionado deste herói. Aqueles que reconhecem valor às obras de Schumacher, mais do que fãs, demonstram uma certa cegueira própria de quem ama em demasia.

Seja de que maneira for, o filme de Christopher Nolan modificou ligeiramente este cenário. Hoje, o morcego no céu seduz mais do que o S por baixo da camisa. Talvez por isso partilhe o entusiasmo do meu colega de estaminé, em torno de The Dark Knight. Mais antecipado até do que Indy, mesmo antes das primeiras criticas menos simpáticas. E, este recente fascínio pelas aventuras de Bruce Wayne traduz-se num desejo por tudo e mais alguma, inclusive, directos para vídeo. É esse o caso de Batman – Gotham Knight, um conjunto de seis histórias, que serve de ponte entre os dois títulos de Nolan, criadas por malta que já deu provas do seu valor em diversas áreas. Desde os argumentistas Josh Olsen (Uma História de Violência) e David S. Goyer (Batman Begins), passando pelo produtor Masao Maruyama (Monster), até aos realizadores Toshiyuki Kubooka (Nadia of the Seven Seas) e Yasohiro Aoki (Tweeny Witches). Depois do teaser, que já havia deixado água na boca, o trailer é chover no molhado. Curiosidade exacerbada é tudo o que me apraz dizer.


Prince.

Com a mesma emoção que hoje coloco o disco UMD de GTA Liberty City Stories na PSP, há coisa de dezoito anos introduzia a disquete de Prince of Persia num maravilhoso 386, salvo erro, já com o Windows 3.1. Esta relíquia de 1990 da Broderbund Software, é do tempo em que ainda entrávamos nos jogos pelo MS-DOS, e que a: ainda fazia parte do léxico informático de qualquer ser em crescimento que quisesse ser respeitado pelos pares. Uma outra era, onde os gráficos a duas dimensões mais do satisfaziam os requisitos mínimos para a folia geral. A sonorização, longe de ser a melhor, presenteava-nos com umas introduções à maneira e uns efeitos dignos de alguns calafrios. Para quem não acredita, confirme-se aqui a veracidade destas afirmações.

Posto isto, porque o Yada não aspira a ser um espaço onde se reavivem videojogos intemporais, resta dizer que Jake Gyllenhaal será o príncipe, na adaptação de Jerry Bruckheimer ao grande ecrã. Para além de Gyllenhaal, também Gemma Arterton (Quantum of Solace) já confirmou a sua presença no filme da Disney, Prince of Persia: The Sands of Time, realizado por Mike Newell (Quatro Casamentos e Um Funeral). No filme, Gyllenhaal será Dastan, um príncipe persa do Séc. VI que une esforços com uma outra princesa, Tamina (Arterton), numa cruzada para evitar que um vilão deite as mãos ao artefacto que permite viajar no tempo e dominar o mundo, Sands of Time. A ver vamos, se o filme estará à altura do clássico de plataformas.

22 de maio de 2008

A ver se isto funciona.








20 de maio de 2008

Preparar a chegada - Parte I.

Se fizermos bem as contas, nem dois dias faltam. Para muitos, o filme mais aguardado do ano. Para alguns, sem qualquer exagero, o mais aguardado de uma vida. Depois de tantas indecisões, o projecto lá se concretizou, para gáudio de milhões de fãs, e, hoje, Indy 4 está mesmo ao virar da esquina. O último ano em que vimos uma aventura de Indiana Jones no grande ecrã, foi o primeiro em que vimos Os Simpsons no pequeno. Isto diz bem do tempo que foi preciso esperar. Esta semana, o programa passa por ver os três primeiros filmes. Ontem, foi a vez de Os Salteadores da Arca Perdida (1981). Hoje, O Templo Perdido (1984). Amanhã, A Grande Cruzada (1989). No fim-de-semana, O Reino da Caveira de Cristal estará pronto a servir.

Nisto das trilogias, o mais fácil é partir para as comparações entre capítulos. Contudo, se olharmos para Os Salteadores da Arca Perdida, esquecendo não só os dois que se lhe seguiram, mas lembrando que à data, nenhuma das sequelas tinha sido realizada – Jacques de la Palice não diria melhor –, somos obrigados a reconhecer que este, entre outras coisas, será o mais vanguardista dos três. Não colocando em causa a qualidade das obras, esta foi aquela que definiu a fórmula. As duas sequelas limaram arestas. Esta construiu o monumento. Numa altura em que as mentes de Lucas e Spielberg fervilhavam de fantasias, juntar estes dois cineastas só podia resultar em algo deslumbrante. Spielberg continua a dizer que, para ele, este é apenas um filme de série B, com mais sucesso do que o esperado. Até certo ponto, somos obrigados a concordar. George A. Romero também não fazia ideia de que o orçamento de A Noite dos Mortos Vivos (1968) chegaria para redefinir um género. Contudo, em abono da verdade, os 22 milhões de dólares de Os Salteadores da Arca Perdida deram para algumas brincadeiras. Diversões simples, é certo, mas que chegaram para arregalar o olho. Porém, nem são os efeitos especiais que mais prendem o espectador. Spielberg consegue ainda apresentar-nos os dotes que faziam dele um realizador em ascensão, precisamente naquilo em que sempre demonstrou sentir-se mais à vontade. Apesar do maior reconhecimento obtido com obras dramáticas, como E.T. (1982) e A Lista de Schindler (1993), é na soma de acção e suspense que Spielberg se destaca realmente. Num outro patamar, somos capazes de recordar Duel (1971), logo na sequência inicial da bola de granito, e O Tubarão (1975), sempre que a orquestra de John Williams anuncia a chegada do chicote de Jones para salvar o dia.

O argumento de Kasdan, numa mistura exímia de aventura, humor e acção, desenrola-se harmoniosamente, de modo a possibilitar magnificas interpretações. Seja de Harrison Ford, na personificação do homem comum, com duas vidas paralelas, seja de Karen Allen, ao construir uma verdadeira mulher de armas, capaz de roubar o protagonismo ao herói e dispensá-lo se for preciso.

Para a História fica um filme sem igual. No imaginário colectivo, chapéu, casaco de tweed e chicote, são sinónimo de um nome só. Hoje será a vez de O Templo Perdido. Isto é que vai ser uma semana.

18 - Seven Pounds.

Estes são os melhores. Os tiros no escuro. Aqueles que olhamos para eles, lá bem ao fundo, e dizemos para com os nossos botões, Hum, este é capaz de ir longe. No final de contas, o critério de selecção e desempate entre estes eleitos, é apenas o potencial. E, por vezes, gostamos de arriscar. Que é o que acontece com este Seven Pounds.

Alguns até poderão olhar de lado para o realizador. Verdade seja dita, Em Busca da Felicidade (2006) não derreteu corações da forma que se esperava. Muitos consideram ainda L’Ultimo Bacio (2003) como o seu melhor trabalho. Grant Nieporte, o argumentista, apresenta-se no IMDB apenas como responsável por um episódio de Sabrina, a Bruxinha Adolescente, e dois de 8 Simple Rules. Apostar nas suas qualidades, é quase tão certo como sair coroa. Por isso mesmo, acaba por ser o elenco que nos transmite mais confiança. Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Barry Pepper e Michael Ealy. O plot, esse, parece simples. Resumidamente, esta é a história de Ben (Will Smith), um homem que se apaixona enquanto tenta suicidar-se, e como isto influencia a vida de outras sete pessoas. Provavelmente, a melhor premissa do ano.

90210.

Não podemos fugir. Muito menos esconder. 90210, o spin-off de Beverly Hills, 90210 vem aí, e não há nada que possamos fazer para o impedir. Este é o tipo de afirmação preconceituosa que procuramos evitar, contudo, desta feita é impossível. Já ontem falámos do filme baseado em 21 Jump Street. Parece que, à falta de melhor, a indústria vai repescando aquilo que se criou há duas décadas. Por Hollywood, nestes dias, o axioma em voga deve ser Se não sabes o que fazer, vê o que já está feito. E, neste caso em concreto, receamos que as motivações por detrás desta decisão não sejam as mais lucrativas para os espectadores. Seja para aqueles que tiveram o contentamento de ver o original, seja para aqueles que só agora descobrirão uma série com este código postal.

Porque, o mundo não é o mesmo de há dezoito anos. E, nos dias que correm, por terras do tio Sam, a malta jovem adere sobretudo a reality shows como o popular The Hills, que, atestando bem a sua influência, é a mais recente capa da Rolling Stone. Sem desprimor para o programa da MTV, que funciona um pouco como paradigma dos consumíveis para os teens norte-americanos, será com produtos deste calibre que 90210 estará a competir directamente. A saída de cena de O.C., fez com que este novo programa perdesse o seu melhor adversário. Acima de tudo, parece-nos que haverá aqui um nivelamento por baixo, como consequência de um despique por um público-alvo hoje mais orientado para outro tipo de coisas. É certo que a nova série tem alguns pontos de interesse, com o regresso de Jennie Garth (Kelly Taylor), ou a presença de Jessica Walter (Lilith). Contudo, o afastamento de Darren Star não engana ninguém.

Confesso, aquilo que mais desejaria era estar daqui a um ano, a dar a mão à palmatória, quando a CW anunciasse a segunda temporada. Porém, hoje, o futuro deste spin-off parece curto. Aqui fica um primeiro promo.

Traduções.

Não é só no nosso país que as traduções levam alguns cinéfilos a colocar questões retóricas. Porque gente criativa existe um pouco por todo o lado, aqui ficam alguns exemplos de títulos mirabolantes. Alguns deles, até podemos orgulhar-nos da simplicidade com que ficaram por estas bandas.

Finding Neverland - Wenn Träume fliegen lernen (Alemanha), em inglês, When Dreams Learn to Fly;
Haverá Sangue – Pozos de Ambicion (Espanha);
Música no Coração – Sonrisas y Lágrimas (Espanha);
Closer – Cegados por el Deseo (Espanha);
Intriga Internacional – Con la Muerte en los Talones (Espanha);
Shaun of the Dead – Zombies Party (Espanha);
Sozinho em Casa - Maman, j'ai raté l'avion! (França), em inglês, Mom, I Missed the Plane!;
Assalto ao Arranha-Céus – A un Passo Dall’inferno (Itália);
Annie Hall – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Brasil);
Mulholland Dr. – Sueños, Misterios y Secretos (México);
Juno – Crecer, Correr y Tropezar (México);
Moulin Rouge! – Amor en Rojo (México);
Há Lodo no Cais – Nido de Ratas (Argentina, México e Venezuela);
Thelma & Louise – Un Final Inesperado (Venezuela).

E, assim nos rimos um bocado.

Veremos o que sairá daqui.

Aquilo que no inicio não passava de um rumor, é hoje uma verdade absoluta. A suspeita deu lugar à certeza, e confirma-se. Jonah Hill estará mesmo por detrás de uma adaptação ao grande ecrã de 21 Jump Street. Dito desta forma, acreditamos que não será grande motivo para euforias, para aqueles que ainda se recordam do programa que catapultou Johnny Depp para outros voos. Aliás, Hill é o primeiro a admitir que haja alguém que olhe para esta novidade de pé atrás. No entanto, segundo o próprio, a abordagem será totalmente diferente. Parece que a ideia é fazer uma comédia. Nada de slapstick, mas a cair para o divertimento. Não há nada melhor do que começar logo a bipolarizar opiniões. Há já quem diga que isto será desvirtuar a obra, e mais valia deixar 21 Jump Street sossegada. Outros, não só defendem o projecto, como depositam enorme confiança no argumento e produção de Jonah Hill.

Para Alvy Singer, isto é brincar um bocado com o fogo. Hill está a ter um brilhante início de carreira. Faça o que fizer daqui para a frente, Superbaldas e Um Azar do Caraças serão sempre dois títulos maiores no seu currículo. Numa altura em que o seu crédito na representação está em alta – recordemos que acabou de rejeitar um papel em Transformers 2 –, arriscar noutras áreas será um pau de dois bicos. Se as coisas correrem bem, sim senhor, é um virtuoso. Contudo, se der para o outro, talvez alguns se esqueçam de que o rapaz até é bom actor. Formular hipóteses sempre foi fácil, e suposições destas não levam a lado nenhum. A verdade é que preferia ver Jonah Hill concentrar-se mais na representação, nos próximos anos, e deixar coisas destas para mais tarde. Se Johnny Depp aceitar a parte que parece estar-lhe destinada, será bom sinal. Para reavivar a memória, aqui fica o genérico de 21 Jump Street.

Novo poster de The Happening.

Somos obrigados a concordar com o /Film. Apesar de as primeiras impressões não terem sido as melhores, mérito seja dado ao pessoal da Fox. Não será pela equipa de marketing, que o novo projecto de M. Night Shyamalan fracassará. Depois do primeiro teaser poster, e dos primeiros trailers, este novo poster continua a deixar antever um filme em grande estilo.

Photobucket

19 de maio de 2008

Australia - Trailer.

Quando chegarmos aos lugares cimeiros da lista dos mais aguardados para este ano, falaremos mais aprofundadamente deste Australia, de Baz Lurhmann. Ele estará lá bem para cima, talvez no pódio. Contudo, nada nos impedirá desde já de manifestar o enorme entusiasmo em torno deste projecto. Estamos em crer que o primeiro trailer, hoje dado a conhecer, encarregar-se-á de justificá-lo. Com a devida ponderação, é caso para dizer que se a obra funcionar como um todo, e cair no goto de crítica e público, poderemos estar perante um multi nomeado. Realização, fotografia, interpretações, guarda-roupa, banda sonora, direcção artística, por aí fora. Aqui, o difícil não é encontrar algo que desperte o interesse, mas sim o contrário.

19 - The Young Victoria.

O primeiro terço desta lista já ficou para trás. Cold Souls; Fireflies in the Garden; Crossing Over; Defiance; Apaaloosa; Happy-Go-Lucky; Synecdoche, New York; They Marched Into Sunlight; Brothers; Vicky Cristina Barcelona, e Nothing Is Private, compuseram um terço, no mínimo, convidativo. Agora, ao olharmos para os dez que se seguem, não podemos deixar de depositar enorme esperança nas obras deste ano.

Na décima nona posição, um outro título do qual ainda pouco se sabe. Chegou a falar-se de uma possível exibição como abertura do Festival de Cannes. Contudo, tal não veio a verificar-se. Por enquanto, existem rumores de uma possível estreia para inícios de Setembro. O que também será pouco provável, dado que ainda nem trailer temos. No fundo, tudo isto só contribui para aumentar a curiosidade, já de si grande, mesmo antes destes imbróglios.

Começando pelo realizador, Jean-Marc Vallée, responsável por um dos títulos mais aclamados de 2005, que ainda não tive a decência de ver, C.R.A.Z.Y., passando pelo argumentista, Julian Fellowes, vencedor de um Oscar pela magnífica escrita de Gosford Park, e terminando na protagonista, Emily Blunt, que ameaça arrebatar tudo e todos num papelão, a qualquer instante, esta é uma obra a seguir de perto. A história, como o próprio nome deixa antever, relata os primeiros anos do reinado da Rainha Vitória (Emily Blunt), coroada aos dezoito anos. Com vinte anos, casa-se com o Príncipe Albert (Rupert Friend), que, para além de marido, torna-se num valioso conselheiro político. Contudo, a felicidade da família real não dura muito tempo, e a morte súbita de Albert levará a Rainha Vitória a uma vida de reclusão, que lhe valeu o cognome de Viúva de Windsor. Para além de Emily Blunt e Rupert Friend, o elenco conta ainda com os nomes de Miranda Richardson, Jim Broadbent, e Paul Bettany.

Desumano.



Wall-E Spotted in LA! from Blink on Vimeo.

Temos tentado resistir aos inúmeros vídeos de WALL•E com que a Pixar tem bombardeado a Internet. Até agora, com sucesso. Contudo, este é impossível deixar de fora. Por duas ordens de razões. A primeira, para alertar todos aqueles com pequenotes aí por casa. Imaginando que alguém se lembra mesmo de fazer um brinquedo destes, descoberto a tempo, este é o melhor amigo que toda a criançada quererá por alturas do Natal. Não há Playstation 3, bicicleta, ou casa de bonecas que chegue aos calcanhares desta amorosa geringonça. A segunda razão, também partindo do princípio que uma coisa destas chega às lojas, prende-se precisamente com a desculpa que os mais graúdos podem utilizar, dizendo que isto é para os petizes. Porque, convenhamos, parece-nos plausível que todos, mas mesmo todos, cedam aos encantos deste robot. Aquela voz débil e aquele olhar infeliz são pior do que Kryptonite.

18 de maio de 2008

Como é bom ver uma recepção destas.

Perdoem-me a franqueza. Não estou em mim, e mais vale assumi-lo. Qualquer tentativa de articular pensamentos através da escrita, nos próximos minutos, sairá furada. Aliás, tentar o quer que seja, nos próximos minutos, tirando o sorriso de orelha a orelha, dificilmente trará algo de bom. Daí a redacção telegráfica deste post. De modo a não cometer grandes barbaridades, nada melhor do que ser sucinto.

Vicky Cristina Barcelona estreou em Cannes este fim-de-semana. Stop. Após um primeiro par de reacções mistas, a poeira assentou, e a maioria tem sido mais do que positiva. Stop. Penélope Cruz tem sido a mais aplaudida. Stop. Parece que o filme inclina-se mais para a comédia. Stop. Há mesmo quem diga tratar-se do melhor trabalho de Woody Allen desde Crimes e Escapadelas (1990). Stop. Mesmo que não venha a gostar do filme, a satisfação desta noite já ninguém me tira. Stop. Aqui ficam algumas das principais críticas sobre o filme. Stop. Isto do stop é uma enorme parvoíce. Stop.

Hollywood Reporter – "Vicky Cristina Barcelona may, for others, represent a welcome return to the neurotic, impetuous romances of his Annie Hall and Manhattan and even his Husbands and Wives periods. Not that Vicky is in the category of those Allen classics. But he is not taking himself too seriously here and he is not imposing a story on a foreign city with scant regard for its culture. Boxoffice results should follow the usual pattern with Allen's more successful comedies”.

The Independent – “It’s coffee-table cinema, to be sure, and slightly less sparkling than a good glass of Cava - but occasionally there’s the odd Woody zinger, and it all momentarily seems worthwhile. “If you don’t start undressing me soon,” Johannson’s Cristina tells Bardem, “this is going to turn into a panel discussion”.

Fox News – “The result is Allen’s funniest movie since Manhattan Murder Mystery and Bullets Over Broadway in the mid 1990s. It’s simple, straightforward and hilarious, with all the actors working at their highest levels, no one mimicking Allen’s delivery and Cruz stealing the film when she enters almost half way through the picture”.

Screen Daily – “Vicky Cristina Barcelona... is as close to consistently delightful as Allen has been able to deliver since 1994's Bullets Over Broadway. Given a dramatic boost by the vitality and charisma of Spanish superstars Javier Bardem and Penelope Cruz, this sunny romantic comedy could well be the director's biggest audience-pleaser in years”.

Variety – “Vicky Cristina Barcelona is a sexy, funny divertissement that passes as enjoyably as an idle summer's afternoon in the titular Spanish city. With Javier Barden starring as a bohemian artist involved variously with Scarlett Johansson, Penelope Cruz and Rebecca Hall, pic offers potent romantic fantasy elements for men and women and a cast that should produce the best commercial returns for a Woody Allen film since Match Point. And, in the bargain, if Barcelona wants even more visitors than it already attracts, this film will supply them".

Cinematical – “Suffice it to say that Allen has created one of his best works in years, a film that is funny, philosophical, and imaginatively explorative of the meaning of love and desire. Cruz turns in a performance that's better, even, than her Oscar-nominated turn in Volver; her Maria Elena is on-the-edge crazy, but is also very funny and engaging”.

Time – “Well, maybe not in that empyrean, but arguably in the ballpark. It's hard not to feel warmly toward Allen after VCB, his first vital movie since Match Point three years ago (we quickly throw the veil of oblivion over Scoop and Cassandra's Dream), and maybe his most engaging large-scale effort since, let's say, Crimes and Misdemeanors nearly 20 years ago. It doesn't percolate with the inventive comic situations or quotable one-liners of the films that established his meta-movie credentials, Annie Hall and Manhattan; but, like them, this one is about people whose jobs are incidental to their real vocations of falling in love and messing things up. With seven major characters, five of whom have affairs during one Spanish summer, VCB is a God's-eye view of the thesis that "only unfulfilled love can be romantic".

Deuxieme – (José Vieira Mendes) “A chuva e o mau tempo surpreenderam Cannes com um fim-de-semana bastante molhado e fresco. As starletes, ‘mulheres do outro mundo’, sempre à procura de uma oportunidade, passeavam um pouco mais tapadinhas que o costume e de guarda-chuva em punho. A propósito de belas mulheres, já que um homem ama várias, melhor é levá-las todas para sua casa. Este é o mote da nova comédia de Woody Allen, intitulada Vicky Cristina Barcelona, num regresso a velhas histórias, problemáticas do amor e geniais diálogos, num bilhete turístico-cinematográfico de Barcelona e Oviedo, interpretado magistralmente por Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Penélope Cruz e Javier Bardem”.

Clips.

Há dias falámos dele aqui, e foi possível comprovar que este é daqueles que levará muito boa gente a pegar num marcador vermelho com uma mão, no calendário com a outra, e desenhar um belo círculo à volta do dia de estreia. Seja lá quando isso for. Por enquanto, não há data à vista. Aquilo que já se vê, e bem, são os três clips recentemente disponibilizados. Façam o favor de carregar na imagem, e sentir ao de leve, a magia de Charlie Kauffman.

Ondas de cifrões.

A propósito ainda das comparações entre os filmes que estrearam no Verão de 2007, e aqueles que chegarão este ano pela mesma altura, o New York Times tem um artigo curioso. No fundo, não passam de constatações que evidenciam a quantia arrancada nas bilheteiras por determinado título, no ano passado, para em seguida dizerem que, se o filme que estreia este ano, no mesmo fim-de-semana, quiser suplantar a receita do seu predecessor, tem de fazer mais que xis. E, o artigo não passa disto. No entanto, não deixa de ser uma análise interessante. Pessimista, mas interessante. A ideia que fica é a de que Michael Cieply não acredita que os filmes deste ano consigam superar os valores obtidos há um ano. Parece que a turma de 2008 não é tão aplicada como a de 2007. Mas, voltamos ao mesmo. Se as obras tiverem maior qualidade, quem é que quer saber das receitas? Bolas, os produtores – é isso. O pessoal que entra com o carcanhol. Se calhar até convém que os filmes se saiam bem nas bilheteiras.

No entanto, o aspecto mais interessante deste artigo, é o link para um outro artigo, também do New York Times, com as flutuações de bilheteira de todas as obras que estrearam nas salas norte-americanas desde 1986. Para quem gosta destas coisas de facturação, olhar para este gráfico pode ser um passatempo para durar um bom quarto de hora. Para quem não gosta, pode sempre procurar pela onda de Parque Jurássico (Steven Spielberg, 1993), só para ver quanto tempo é que os dinossauros se aguentaram em exibição. Longevidade é pouco.

Cleveland.

Com Cannes a decorrer, as estações de televisão norte-americanas a anunciarem as novas grelhas, e uma outra mão cheia de assuntos que ontem e hoje inundaram a Internet, este tem sido um fim-de-semana recheado de boas novas. Uma pessoa sai de casa para apanhar um bocado de ar, espairecer um pouco, e é isto. Volta a sentar-se em frente do computador, e leva com uma série de novidades. Sobre tudo e mais alguma coisa. Por isso, organização precisa-se. Numa noite que se adivinha dedicada a estas lides, há que ir por partes, e procurar não perder o fio à meada. Assim sendo, comecemos pelo regalo da estimável Fox.

Por enquanto, o título em cima da mesa, The Cleveland Show, ainda é provisório. Com este nome, até poderíamos pensar tratar-se de um programa sobre as gentes e costumes da cidade do estado de Ohio, mas não. É mesmo o primeiro spin-off da série Family Guy, escrito e produzido pelo criador desta, Seth MacFarlane, Rich Appel (Os Simpsons), e Mike Henry (Family Guy).

A primeira sinopse oficial diz-nos que, há muitos anos, Cleveland Brown (Mike Henry) era um estudante do secundário, terrivelmente apaixonado por Donna, uma colega. Para infortúnio de Cleveland, o seu amor nunca foi correspondido, e Donna acabou por casar com outro homem. Contudo, o coração de ouro de Cleveland Brown ditou que este manifestasse o seu eterno afecto. Antes de seguirem caminhos diferentes, Cleveland diz a Donna que, se algo de mal acontecesse, bastava que ela lhe telefonasse. E, um dia, o telefone toca. O marido de Donna sai de casa para ir viver com outra mulher. Cleveland, que após aquele romance fugaz entre Glen Quagmire e Lorreta, voltou a ficar disponível para o romance, nem pensa duas vezes antes de aceitar mudar-se para Stoolbend, com Cleveland Jr.. Chegado à nova casa, Cleveland depara-se com algumas surpresas, entre as quais, uma enteada provocante, um enteado de cinco anos já desperto para a sexualidade, e uns quantos vizinhos peculiares, como o casal inglês que parece ter ficado retido na era Victoriana. Isto já para não falar na família de ursos ao fundo da rua. E, ursos não são uma metáfora.

Se esta série seguir as pisadas, quer de Family Guy, quer de American Dad, ficamos com um triunvirato à maneira. Para já, as expectativas estão altas. Contudo, mesmo que a coisa não arranque com o pé direito, não é caso para alarme. Basta recordarmos os inícios hesitantes dos outros dois programas de Seth MacFarlane, para nos lembrarmos de que, por vezes, é preciso tempo para o produto amadurecer. Até mesmo, na questão das vozes. Quem ouve o Peter Griffin da primeira temporada, apesar de reconhecer imediatamente, identifica algumas diferenças entre os registos. Já agora, por falar em ouvir Peter Griffin, aqui fica um vídeo com os actores de Family Guy em acção. Mike Henry, a voz de Cleveland Brown, é aquele que diz Glenn Quagmire, you’re dead.

16 de maio de 2008

Porque hoje ainda não tinhamos tido um...

O lançamento do teaser estava anunciado para hoje, e esta malta de Hollywood tem o terrível hábito de cumprir as suas promessas. O que é chato, porque assim já não há desculpa para não postar as novidades, assim que estas surgem. O Não sabíamos, ou Mas, eles demoraram mais tempo, não pega. Os grandes estúdios apregoam para toda a gente ouvir, e depois assumem o compromisso. Isto tudo para dizer que já chegou o trailer de The Mummy 3: The Tomb of the Drangon Emperor (Rob Cohen). Os efeitos especiais parecem simpáticos. Resta saber se o resto da produção acompanhou essa parte.

Diz que é um tipo porreiro.

Photobucket

Este Verão não parece estar a criar a mesma excitação do último. Pelo menos, é essa a sensação que fica, quando lemos ou ouvimos alguém falar das obras que estão para chegar na temporada que agora se inicia. O ano passado, a grande maioria fazia questão de ver as tripletas que tardavam em estrear, como Ocean’s Thirteen, Shrek 3, Homem-Aranha 3, Os Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo. E a temporada ainda reservava títulos sonantes como Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer, Transformers, Live Free or Die Hard, Evan Almighty, Harry Potter e a Ordem da Fénix, Os Simpsons, Ultimato e Ratatui.

Este ano, no que ao reino das pipocas diz respeito, aparentemente, é o regresso do Dr. Jones, Hulk versão Ed Norton, a aguardada sequela de Batman: O Início, o filme anual da Pixar, e pouco mais. Contudo, após um início auspicioso com Iron Man, este ano bem que pode ficar nos anais como aquele que ninguém dava nada por ele, e depois arrancou aplausos a meio mundo. Ao olhar para as estreias previstas até Setembro, não há um único fim-de-semana de se deitar fora. Então, aquele em que estreia Hellboy II: The Golden Army, nem se fala. Aqui fica o mais recente poster, acompanhado pelo teaser trailer.

Quando o nome não ajuda.

Alguns posts demoram mais tempo a escrever do que outros. E, contrariamente àquilo que pensava quando me iniciei nesta vida da blogosfera, nem sempre é porque tenhamos mais a dizer. Por vezes, inesperadas pedras no sapato, de tão pequenas que quase não damos por elas, atrasam a escrita. Ontem, ao redigir o texto sobre Redbelt, pude identificar claramente um destes empecilhos. Pois, por muito que goste das personalidades abaixo enumeradas, os seus nomes em nada facilitam a vida deste pobre coitado que só quer ter uns minutos de descanso enquanto escreve sobre Cinema. E, como Alvy Singer, certamente haverá milhares de cinéfilos por essa Internet fora, que volta e meia dizem Deixa lá ir ao IMDB ver se isto está bem escrito. Os dez que se seguem, são apenas alguns dos que sou obrigado a confirmar sempre pelos livros. Tantas consoantes, para tão poucas vogais. Parece que alguma coisa não está bem. Porque é que não se chamam todos Mel Gibson?

Jake Gyllenhaal, David Schwimmer, Chiwetel Ejiofor, Arnold Schwarzenegger, Herman J. e Joseph L. Mankiewicz, David Strathairn, Shohreh Aghdashloo, Andrzej Wajda e Krzysztof Kieslowski. A cereja no topo do bolo é este actor de Fitzcarraldo (Werner Herzog, 1982), que conta apenas com mais um trabalho em toda a sua carreira. Talvez o nome não tenha contribuido para o salto: Huerequeque Enrique Bohorquez.

Trocas entre oscarizados.

Uma frase que comece com Daniel Day-Lewis replaces…, normalmente, para não dizer sempre, é bom sinal. Devo reconhecer que confio mais nas qualidades do britânico, do que nas do espanhol. No entanto, para o projecto em causa, The Nine, Javier Bardem parecia mais indicado. Não que tenhamos qualquer conhecimento dos dotes musicais de ambos, contudo, para cantar e dançar sob a batuta de Rob Marshall (Chicago), mais rapidamente recrutávamos Bardem. Porém, parece que Anton Chigurh está cansado de tanto trabalho, e da desgastante temporada de prémios. Vai daí, e Daniel Plainview foi o escolhido para substitui-lo. O filme, realizado por Marshall para a Weisntein Company, convida-nos a conhecer o famoso cineasta Guido Contini, numa fase complicada, em que este procura equilibrar a sua vida profissional e sentimental, gerindo relações dramáticas com a mulher, a amante, a musa, o agente, e a mãe.

O musical, baseado em 8 ½, de Fellini, venceu cinco Tony Awards, em 1982. Adaptado agora para o grande ecrã por Michael Tolkin (O Jogador), o filme contará com as participações de Sophia Loren, Penelope Cruz e Marion Cotillard. Nicole Kidman e Judi Dench continuam em negociações. Rever e corrigir o argumento de Tolkin, foi um dos últimos trabalhos de Anthony Minghella.