28 de julho de 2008

É ver enquanto é tempo.

Continuando na senda dos Ws, falemos agora de um que vai para além da inicial. Wolverine. Perdão, X-Men Origins: Wolverine. Um filme, como o próprio nome diz, sobre a origem de Wolverine. Quem é, de onde vem, e para onde vai. Quem é? Um mutante. De onde vem? De um sitio onde faz um frio de ranger os dentes. Para onde vai? Aí é que já não sabemos bem. Apenas que persegue Victor Creed (Liev Schreiber), posteriormente Sabertooth, procurando vingar a morte da sua amada. Esperemos, então, que o filme ajude a responder a esta última questão.

Em relação ao teaser convém alertar para a fraca qualidade do material de apresentação. No entanto, não sendo um lançamento oficial, dificilmente poderíamos pedir mais. Verdade seja dita, estes teasers captados por telemóvel têm sofrido uma evolução positiva. O que leva a suspeitar que isto possa ser todo um esquema montado pelos grandes estúdios, que metem pessoal com câmaras escondidas a gravar o trailer, e depois vêm dizer que foram os fãs que violaram as regras de privacidade. É que, aos olhos da comunidade cinéfila, um teaser que chega via telemóvel é muito mais importante. Aquele imediatismo típico. Já faltou mais para o dia em que as primeiras imagens dadas a conhecer, serão gravadas em plena sala de montagem.

(Os vídeos já saíram de quase tudo quanto era sitio. O Worst Previews é dos poucos que ainda o mantém. Aqui fica o link, enquanto durar).

W. - O Teaser.

O melhor que Oliver Stone pode fazer é não mostrar muito deste seu próximo filme. O título é um bom exemplo disso mesmo. Não é por acaso que a obra se chama W. Uma mera consoante. Stone é um tipo sabido – ou, como diria Scolari, sabedor –, com muitos anos disto. E, brinca connosco, desde o início. Aliás, connosco não. Apenas com aqueles que acham que o homem só é capaz de chocar, mostrar o lado mais polémico da questão, incitando sempre à discussão. Que os há. No entanto, de há uns anos a esta parte, Stone tem-se deixado um pouco disso, e procurado narrar a sua versão de maneira diferente. No entanto, uma vez estabelecido um padrão, é difícil romper com o passado. A esta hora, muito bom fazedor de opinião estará a experienciar um duelo interno, com metade do cérebro a dizer que estamos na presença de um thriller apetecível, enquanto outra metade afirma tratar-se de uma comédia camuflada. Mas, será possível Oliver Stone realizar algo, cujo primordial objectivo seja fazer rir? Quanto menos Stone mostrar, melhor. É que, assim, temos mesmo de ir à sala verificar com os nossos próprios olhos.

Qual é o Filme?

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Que dia.

Dizer que The Dark Knight superou as expectativas é capaz de ser a melhor forma de começar este texto. Tudo o que seja frase com sujeito, predicado e complemento, já será um sucesso. A verdade é que o filme terminou, vai para sete horas, e ainda não consegui articular um único pensamento em relação ao mais recente trabalho de Christopher Nolan. A palavra correcta é arrebatado. The Dark Knight levou-me para lugar incerto, do qual não consegui ainda retornar ao mundo real. O que é chato, que amanhã levanto-me cedo. Depois de tantas criticas lidas, aqui e além-fronteiras, na sua maioria positivas, que mais terá este humilde mortal a dizer sobre um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos? Pouco. Muito pouco.

Valerá a pena abrir o dicionário à procura de um adjectivo que ainda não tenha sido utilizado para descrever a interpretação do malogrado Ledger? Valerá a pena partir num desenfreado vangloriar da mestria com que Nolan passeia a câmara por toda a obra, desde os planos mais abertos de Gotham, aos mais fechados, como nos olhares pesados de Rachel? Valerá a pena voltar a dizer que a fotografia de Wally Pfister é das mais sóbrias composições azuleadas que por aí se viu? O nascer do dia, então, vive-se como se a cadeira da frente fosse a nossa varanda. Valerá a pena reforçar a excelência de um argumento aparentemente sem falhas, que talvez peque apenas na sua extensão? Valerá a pena falar na montagem vertiginosa de Lee Smith, que nos leva a balançar na cadeira, sempre que Batman curva na sua Bat-pod?

Não me recordo de entrar numa sala com tamanhas expectativas, e de lá sair com a sensação de que nada era como tinha pensado. Caraças. Era ainda melhor. Muito melhor. O morcego comeu-me a língua, e continuo sem palavras. Provavelmente, só nos próximos dias é que serei capaz do tal insight que nos permite comparar, opinar, argumentar, e fundamentar. Hoje, estou demasiado extasiado para tão árdua tarefa. Assim, mais do que dissecar a obra de Nolan, a qual voltarei certamente a ver na próxima semana, gostaria de deixar uma palavra sobre a discussão em torno do top IMDB. Se este é, ou não, o melhor filme de todos os tempos. Pessoalmente, The Dark Knight não é a melhor obra da História, nem tão-pouco a melhor sequela. Tal honra cabe a um dos meus filmes de eleição, O Padrinho II. Contudo, lá está. A um dos meus filmes de eleição. Aqui, a discussão parece-me óbvia. Cada um sabe do seu nariz. E, acredito que bastará olharmo-nos ao espelho, para vermos que, grande parte dos títulos que mais nos dizem, foi vista quando a paixão pelo Cinema era ainda vivida com aquele fervor inocente. Dos 135 mil que já disseram de sua justiça no IMBD, talvez mais de metade nunca tenha visto um Kubrick, um Capra, um Hawks, um Allen, um Hitchcock, um Lang, um Ford, um Godard, um Wilder, um Kurosawa, ou um Welles. Um dia, terão oportunidade de ver. E, se calhar, nessa altura, provavelmente mudarão a sua opinião. O mesmo acontece com o top do IMDB. Um top é o resultado da votação de diferentes pessoas. Os anos passam, e pessoas deixam de votar, enquanto outras passam a fazê-lo. E, pedir àquelas que só agora se iniciariam no Cinema, que não dêem um 9 ou 10 a The Dark Knight, não é sensato. Um top, tal como as pessoas que nele participam, muda com o tempo. Certo é que, daqui por largas décadas, não envergonhará ninguém dizer que The Dark Knight é o seu filme preferido. Nem que seja por ter visto a película quando era petiz. Agora, não precisa de ser essa a justificação. O raio do filme é bom como tudo!

27 de julho de 2008

The Brothers Bloom - O trailer.

As pessoas por detrás deste projecto não precisam de grandes apresentações. Rachel Weisz, Adrien Brody, Mark Ruffalo, Rinko Kikuchi, Robbie Coltrane, e Nora Zehetner. Se calhar, com Zehetner não será bem assim. É uma das actrizes de Heroes. Realizador e argumentista: Rian Johnson. Tão-somente o homem que esteve por detrás de um dos maiores fenómenos do cinema indie de 2005, Brick, título que o colocou na pole position das grandes apostas para o futuro. Por tudo isto, The Brothers Bloom, um dos que esteve perto de integrar a lista dos mais aguardados do ano, deve ser olhado com consideração.

Os irmãos Bloom (Brody e Ruffalo) são dois vigaristas de topo, ludibriando milionários com esquemas mirabolantes e misteriosos. Como fica sempre bem nestes casos, os dois pensam em reformar-se, mas só depois de um último trabalho com a herdeira de uma enorme fortuna (Weisz), que os levará numa aventura romântica pelos quatro cantos do mundo. É verdade que o plot não parece ser do mais original que por aí anda, no entanto, por si só, a ideia de tanta de gente de peso, habituada a participar em filmes sérios, decidir entrar em algo mais light, acaba por tornar o conceito apelativo. Contudo, não nos esqueçamos de quem dirige as hostes, e de como aquilo que tem tudo para ser uma simples comédia, pode rapidamente transformar-se num drama criminal sublime. Será interessante ver um Rian Johnson com mais meios. Normalmente, estes são os filmes que determinam a entrada na nata de Hollywood. Depois do primeiro salto, é importante não esquecer onde colocámos o trampolim. Ou, como disse um dia Terrence Howard, Convidarem-nos a entrar na sala, e cumprimentarem, nada significará se depois ficarmos sentados a um canto. A avaliar pelas primeiras imagens, não há razão para alarme.

Que fique registado em acta, que isto vendeu 17 milhões.

Nem só de Cinema vivem os nossos guilty pleasures. Todos temos os nossos, nas mais diversas áreas. Incluindo a música. Agora, porque este é um espaço dedicado à sétima arte, escusar-nos-emos de revelar gostos menos consensuais por determinadas partituras que não tenham passado pelo grande ecrã. Fiquemo-nos por essas, que já não é nada mau. E, nestes últimos dias do mês de Julho, reconheço que uma, em particular, tem sido das mais tocadas no Mp4 – um número apenas, toda uma nova geração. Porque isto vive de fases. Aliás, o bom guilty pleasure é aquele que dispensamos bem, mas que, uma vez acolhido, vem com a força de um furacão. Não queremos outra coisa. No entanto, antes de avançarmos para mais uma partilha pessoal, gostaria que tirassem meio minuto do vosso tempo, para recordar todas as linhas escritas por este que se assina. Antes de transmitir as músicas mais ouvidas da última semana, gostaria que, se fosse possível, se agarrassem a alguma da credibilidade que estes textos possam ter transparecido, ao longo do último ano. Receio que isto possa ser o puxar do autoclismo a toda uma reputação, construída à custa de muito teclar. Contudo, até porque isto acarretará uma questão, o que é sempre positivo, vale a pena correr o risco.

A banda sonora de O Guarda-costas (Mick Jackson, 1992). Mais especificamente, as canções de Whitney Houston. As outras, ou não são guilty, ou não são pleasure. E, nestes últimos dias, ando agarrado nisto. Em casa, na rua, em viagem. Até a dormir, já sonhei ter jogado basket ao som de Run To You. O que é deveras preocupante. Até certo ponto, este texto pode ser o inconsciente a clamar por uma exteriorização terapêutica. Quem sabe? No entanto, verdade seja dita, até arranjei uma desculpa para me entregar às músicas de Whitney. Tentar descobrir qual a melhor. Ou, menos má, dependendo da perspectiva. Inicialmente, I Have Nothing. Actualmente, Run To You.

I Will Always Love You.
I Have Nothing.
I’m Every Woman.
Run To You.
Queen of the Night.
Jesus Loves Me.

A pergunta, depois dos links, fica no ar.

Deixem o homem sair.

Já aqui tive oportunidade de dizer que a saga Saw não faz parte daquelas que foram vistas na totalidade. De qualquer forma, diariamente acordo com a sensação de que esta é uma série deveras acarinhada por toda uma comunidade fiel de seguidores. Muito bom filme de terror com direito a sequela foi logo vilipendiado à primeira. Com Saw, vamos para o quinto tomo, e muitos são os fãs que anseiam pela sua chegada. Pelo andar da carruagem, podemos muito bem estar a assistir à criação da maior – em tamanho – saga de todos os tempos. Este balanço todo deve dar, pelo menos, para mais uma dezena.

Em Saw V, Hoffman (Costas Mandylor) é o último a carregar o legado Jigsaw. Contudo, quando o segredo é ameaçado, Hoffman terá de perseguir os inimigos e eliminar todos os perigos. O claustrofóbico teaser não nos mostra muito isso. O que, dado a matéria em questão, pouco importará.

Para cima, sff.

Ainda à espera do robot, e já começamos a levar com os balões. Up, o próximo filme da Pixar, já tem teaser. E, como sempre acontece naquilo que tem o dedo Pixar, é um senhor teaser, no sentido lato do termo. Nas palavras do realizador Pete Doctor “In Up, we’re taking you to a world you’ve never seen before, a place I didn’t know existed before”. Doctor, realizador de Monsters Inc. (2001), e co-argumentista de Toy Story, Toy Story 2 e WALL•E, reconhece as influências de Hayao Miyazaky, e a importância do seu trabalho neste Up, uma obra que promete estrear o género de air trip. “We’re all huge fans of his. He’s an amazing filmmaker. Miyazaki pays so much attention to small details that make you feel like you’re actually there. And we’re trying to do that in this film as well”.

No centro da trama está um septuagenário, de seu nome Carl Fredricksen. Um homem que caminha curvado sobre uma bengala em forma de tripé. Em jovem, conheceu Ellie, uma rapariga nascida e criada numa cidade do midwest. Os dois apaixonaram-se e acabaram por casar. O sonho de Ellie era conhecer o mundo, os locais mais recônditos, se possível. No entanto, Ellie morreu antes de qualquer viagem ser feita. Carl tornou-se assim num viúvo a viver sozinho numa pequena casa, ameaçado a sair do seu espaço por novos construtores.

A premissa, como é apanágio nesta malta da Pixar, é mais do que apelativa. Depois de um filme sem diálogos, preparemo-nos para o deslumbramento visual. Para além do teaser, aqui fica a imagem de um elevador num dos hotéis para os lados da Comic Con, em San Diego.



26 de julho de 2008

Esperam-se maravilhas.

Entre muitos projectos já confirmados, e outros que não passam ainda de rumores, Tim Burton tem em carteira uma nova versão de Alice no País das Maravilhas, obra que Lewis Carroll escreveu no ido ano de 1865. Tal como Sweeney Todd, esta parece ser uma história talhada para o imaginário do realizador de Big Fish (2003). Como sempre, as primeiras notícias relativamente a um qualquer projecto dizem respeito ao casting. E, em Alice no País das Maravilhas, era importante saber quem interpretaria Alice. Chegou a pensar-se em Johnny Depp com uma peruca. Em busca do Oscar, como nunca, se resultou para Dustin Hoffman, com Tootsie (Sydney Pollack, 1982), porque não tentá-lo? Talvez porque não seja muito saudável realizador e actor andarem sempre em parceria, para trás e para a frente. Convém apanhar ar, espairecer, e conhecer outras pessoas, caramba. Foi isso que Tim Burton fez, ao recusar a presença de um Johnny Depp transformado, e ao recrutar a jovem australiana Mia Wasikowska, actriz que podemos ver regularmente ao lado de Gabriel Byrne, na recente série nomeada para três Emmys, In Treatment. Contudo, ou muito nos enganamos, ou Wasikowska será um nome a memorizar para os próximos tempos. Antes de ser Alice, ainda este ano, poderemos vê-la no vigésimo sétimo título mais aguardado do ano (esta objectividade até arrepia), Defiance, e, para o ano, no biopic de Mira Nair, Amelia.

Agora, e porque se fala de Johnny Depp neste post, que tal falar sobre a vontade de Tommy Lee, que gostaria de ver Depp vestir a sua pele, num filme sobre os Motley Crue? Ainda não há produtores, nem realizador. Estamos em crer que apenas um argumento, e pouco mais. No entanto, Tommy Lee não se coibiu de manifestar a sua opinião, afirmando que Depp era o melhor de todos os tempos, e o tipo ideal para levá-lo ao grande ecrã. De facto, este Tommy Lee não é nenhum panhonha. Eu, se pudesse, também escolheria Johnny Depp para encarnar a minha pessoa. Pudera, até o ser mais execrável à face da Terra, interpretado por um Depp, ganha a aura e carisma dignos de um Deus Grego. Bolas, prometi a mim mesmo que não divinizaria ninguém.

A hora de Melissa Leo.

Facilmente nos desdobramos em elogios para com o antigo elenco da magnífica Departamento de Homicídios. Nada mais fácil do que pegar num qualquer actor desta série, e apontar-lhe as suas maiores virtudes. Até Daniel Baldwin encaixava no cenário. Há uns tempos foi a vez de Andre Braugher. Hoje, Melissa Leo. Passe a brejeirice, a detective com o maior par deles, desde Clarice Starling. Agora, não falaremos de Melissa Leo por dá cá aquela palha, só porque nos apetece. A verdade é que o nome da actriz tem vindo a surgir cada vez mais nos artigos referentes à próxima cerimónia dos Oscares. Os simpaticamente considerados pré-pré-pré-candidatos. No entanto, convém deixar a ressalva de que até parece existir algum fundamento, ou a interpretação em causa não fosse no vencedor do Grande Prémio do Júri de Sundance deste ano, Frozen River (Courtney Hunt). Veja-se o artigo de Emanuel Levy, que entra logo a matar com a seguinte afirmação “Melissa Leo gives an Oscar-caliber performance”. Já a Variety, um pouco mais a medo, lá inclui a obra de Courtney Hunt, acompanhada da actriz. Ao mesmo tempo que nos agrada a ideia de ver Melissa Leo entre as cinco nomeadas, muito francamente, não nos parece que a actriz tenha estaleca para tal. Estaleca, não no sentido de qualidades artísticas, apesar de ainda não termos visto o filme, mas no que à reputação diz respeito. Porque, convenhamos, nisto dos prémios, o renome conta, e muito. E, depois de um ano em que os estrangeiros limparam as estatuetas, urge devolver o dinheiro à casa, e em grande. De qualquer forma, a tanto tempo da cerimónia, tudo isto não passa de suposições. Aqui fica o trailer de Frozen River, um drama sobre o quotidiano de um grupo de mães solteiras, na fronteira entre o estado de Nova Iorque e o Quebec, nos dias que antecedem o Natal. Nos Estados Unidos, o filme estreia este fim-de-semana.

25 de julho de 2008

Qual é o Filme?

Até ontem, alguém tinha sempre dado a resposta certa. Primeiro foram os de Kevin Spacey. A seguir, os de Meryl Streep. Anteontem, os de Eva Green. Ontem, acabou-se a papa doce. Estas sim, são as sandálias do Dude.

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Parece, então, que convirá deixar uma pista. É uma Duda.

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Verdades inconvenientes.

Hoje chegou às bancas o livro Maddie, A Verdade da Mentira. Escrita por Gonçalo Amaral, antigo inspector da Policia Judiciária, a publicação revela-nos detalhes da investigação sobre o desaparecimento da pequena Madeleine McCann. No entanto, não é para falar do livro que aqui estamos. Nem tão-pouco das diferentes teses e crenças relativamente à telenovela que se arrasta há mais de um ano. O que nos traz a este espaço, como sempre, é o cinema. E, facilmente poderíamos partir do lançamento desta obra para colocar a questão, Então, e para quando o filme? Se estivéssemos nos Estados Unidos, talvez fosse pertinente. Por enquanto, por estes lados, só vai dando literatura, o que é natural. Contudo, nem é para colocar essa questão – ora bolas, não é que já está colocada? – que trazemos o tema a este estaminé. A verdadeira razão é o título do livro. Esta manhã, antes de sair de casa, com um copo de leite numa mão, e uma fatia de torta na outra, ouço na televisão o nome do livro. Logo recordei o filme de James Cameron, A Verdade da Mentira (1994). O paradigma das películas que raramente colocamos no leitor de Dvd, mas que ficamos sempre a ver até ao fim, se por ela passarmos num qualquer zapping. Mr. & Mrs. Smith está para A Verdade da Mentira, assim como a torrada está para a meia torrada. O engraçado é que a meia torrada aconchega melhor. E, verdade seja dita, em boa hora liguei a televisão esta manhã, antes de sair de casa. Ao relembrar o filme de James Cameron, vieram à memória aqueles maravilhosos tangos de Arnold Schwarzenegger com Tia Carrere e Jamie Lee Curtis, os embaraços urinários de Bill Paxton, e a famosa deixa The Bridge is Out!. No entanto, o pensamento que mais perdurou durante o dia, foi mesmo o inesquecível strip de Jamie Lee Curtis. Ainda hoje, para muitos, uma cena desnecessária. Por todas as razões, e mais alguma, somos obrigados a discordar. No fundo, foi este o resultado do livro de Gonçalo Amaral por estas bandas.



24 de julho de 2008

Max Payne in America.

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Com ares do poster da brilhante mini-série da HBO, o novo cartão-de-visita de Max Payne cumpre o objectivo. A expectativa lá subiu umas décimas.

Novas doses.

Fazer mais ou refazer? Esta parece ser a grande dúvida dos executivos de Hollywood, quando se deparam com um bom produto. Deixá-lo ficar quieto, é mais complicado. Aliás, todas as segundas-feiras, logo pela manhãzinha, deve haver uma reunião de produtores em todos os grandes estúdios, em que o big boss pergunta, Meus amigos, vamos lá a ver o que é que dá para repescar. Porque, este repescar pode ser feito de duas maneiras. Ou vai-se buscar a fórmula original, e transpõe-se para os dias de hoje. Ou pega-se em algo actual, e desenrolamos um pouco mais o novelo. Esta semana temos o privilégio de presenciar a concretização destas duas hipóteses. A comprová-lo estão os dois artigos da Variety.

No primeiro, podemos ver que está bem perto de se tornar real, a suspeita de longa data. The Rocky Horror Picture Show vai mesmo ter direito a remake. Agora, aquilo que não se esperava é que fosse a MTV a pegar no projecto. Embora não seja a Disney, o remake começa imediatamente a ganhar contornos de malta jovem, um pouco à imagem de High School Musical – cruzes canhoto. Esperemos que este aparente tiro no pé não passe de pólvora seca, e que o remake honre o filme de culto de 1975 de Jim Sharman. A tarefa não é fácil. Sobretudo quando se começa já a falar em prazos, pressionando a produção que ainda nem sequer teve inicio. Segundo o produtor Lou Adler, era bom que o filme saísse lá para alturas do Halloween de 2009. “I'd like to see it shown a year from this coming Halloween, but that's up to MTV”. Em Agosto do ano passado pude constatar, com estes olhos que a terra há-de comer, que, em Nova Iorque, um complexo de cinemas insiste ferozmente na exibição do filme de Sharman. Na altura, recordo-me, a sessão era a última de quinta-feira. Com muita pena minha, não foi possível ver. No entanto, se alguém estiver a pensar ir à grande maçã nos próximos tempos, aqui fica a prova de que o filme continua por lá, ao mais alto nível. Clearview Chelsea é o local, e deve valer bem a pena, a experiência. Já agora, aqui fica o trailer do original.

Com isto tudo, quase nos esquecíamos do outro caso. Do tipo fazer mais. E, desta feita, o papel dentro do fortunate cookie diz… Hairspray 2. Por enquanto, ainda pouco se sabe sobre o filme que deverá chegar em meados de 2010. Realizador, produtores e argumentistas devem voltar. Os actores, excepto um ou outro ingresso, e uma ou outra saída, apesar de não terem alíneas no contrato que precavessem este cenário, também devem ser os mesmos. No entanto, o grande alívio surge quando vemos que John Waters foi convidado para escrever o alicerce da sequela. Eles sabem muito. Respeitinho, e muita ciência, é o que vale.

A canção.

Com a chegada de The Dark Knight, parece que WALL•E (Andrew Stanton) foi relegado para segundo plano. No entanto, convém não esquecer que este último continua a ser o mais forte – único – candidato ao Oscar de Melhor Filme de Animação, e uma aposta segura em categorias como Melhor Argumento Original e Banda Sonora. Três ou quatro nomeações será o mais certo. Em alguns sites, começa a surgir uma nova possível nomeação apontada ao mais recente filme da Pixar. A música de Peter Gabriel e Thomas Newman, Down to Earth. Ouvir a música, neste simples vídeo, convencerá qualquer resistente que, por esta altura, ainda não tenha cedido aos encantos de WALL•E.

Who ya gonna call?

Aqui há uns tempos, o nosso estimado Knoxville lançou um desafio, como sempre, deveras curioso. Daqueles de coçar o couro cabeludo, olhar para o ecrã, olhar para o teclado, e voltar a coçar o couro cabeludo. Sem nada de mais interessante para fazer, lá nos pôs a pensar qual dos dois seria melhor. Ghostbusters ou Gremlins. Tricky. No entanto, Ghostbusters lá acabou por prevalecer. E, alguns dias depois, consigo descortinar mais facilmente qual foi o elemento decisivo que fez a balança pender para a obra de Ivan Reitman. A música. Por exemplo, este trailer do novo videojogo da Vivendi Games, ao servir-se, e bem, da incontornável música de Ghostbusters, tem todo o ar de ser o jogo mais cool do ano. Ainda para mais, sabendo que o enredo do jogo foi escrito por Dan Akroyd e Harold Ramis, situando a história no inicio dos anos noventa, logo a seguir a Ghostbusters II, aquando de uma nova invasão fantasmagórica. Para tornar o brinquedo ainda mais apetitoso, Akroyd, Ramis, Ernie Hudson e Bill Murray emprestaram as vozes às personagens. A chegada às lojas está prevista para 21 de Outubro. Quem sabe se o Pai Natal não deixa este na meia?

Até à seguinte, esta é que valerá a pena.

Quase que dá vontade de dizer que o homem é um aproveitador. No entanto, o bom senso convida-nos a ter algumas maneiras. O bom senso, e a memória cinematográfica. Sempre que me lembro que Lucas se chegou ao ouvido do produtor Fred T. Gallo, para lhe dizer que, caso fosse preciso, assinaria um cheque em branco destinado ao orçamento de Noites Escaldantes (1981) de Lawrence Kasdan, arrepanhasse-me a pele de gratidão. Daí que, o máximo que podemos fazer é apelidar George Lucas de tipo com olho para o negócio. O problema é que o raio do olho aponta sempre ao mesmo sítio. À galinha dos ovos de ouro, que há três décadas que não faz outra coisa que não seja ovular. Desta feita, parece que George Lucas meteu na cabeça fazer da saga Star Wars, uma saga 3D. Deu-lhe para cismar para aí agora. Das duas, uma. Ou Lucas só está mesmo numa de facturar mais uns milhões. Ou, então, esta escalada em busca da realidade só vai parar quando a décima segunda geração Lucas construir um parque temático em Marte, onde podemos escolher a personagem a interpretar. Enquanto isso não é possível, Lucas dá mais um passo. No entanto, de acordo com o Coming Soon, Katzenberg descansa os mais cépticos.

He isn't going to put a product out, I think, that isn't anything other than first rate”.

Afinal de contas, parece que Lucas se preocupa com a qualidade do produto. O freguês agradece.

Trailer de Yes Man. Não confundir com anúncio da Red Bull.

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A esta hora, uns quantos sortudos já terão saído da antestreia de The Dark Knight. No entanto, não falaremos disso. Vamos antes centrar-nos noutros aspectos mais importantes, e deixar de lado os sortudos que já viram The Dark Knight. Se há coisa que não tenho, neste preciso momento, é inveja dos sortudos que já viram The Dark Knight. Enquanto os sortudos que já viram The Dark Knight estavam na antestreia, Alvy Singer estava bem melhor, por casa, já de pijama vestido, a ver o primeiro teaser de Yes Man. Mas, haverá comparação? Certamente que sim. E, essa diz-nos que é bem mais proveitoso ver as primeiras imagens do próximo filme de Jim Carrey, do que ser um qualquer sortudo com direito a marcar presença na antestreia de The Dark Knight. Bolas, ainda bem que não fui à antestreia de The Dark Knight.

Se assim não fosse, sabe-se lá quando é que poderia ver o teaser de Yes Man, a próxima comédia de Jim Carrey, assinada por Peyton Reed (Down With Love, 2003),, o eterno cineasta à espera do salto. Para além de Mr. Ace Ventura, no elenco, encontramos os nomes de Zooey Deschanel, Danny Masterson, Bradley Cooper, e Terence Stamp. Baseado no livro e experiência pessoal de Danny Wallace, o filme conta-nos a história de um homem que deixa de dizer Não, para passar a dizer Sim a tudo. Motivo? Um programa comportamental com o intuito de tornar a sua vida mais positiva. Contudo, Carl rapidamente perceberá que um simples sim não se traduz na anulação de problemas. Mentiroso Compulsivo, alguém? Regra três simples. Mentir está para não, assim como dizer a verdade está para sim. Esperemos que este seja o regresso das gargalhadas acompanhadas de choro convulsivo com Jim Carrey.

(Um dos sortudos que acabou de sair da antestreia de The Dark Knight enviou a seguinte mensagem, que transcrevemos na integra: “Rapaz, ui. Só digo uma coisa: Bombástico”. É por isso que não há inveja. Bombástico soa a pouco).

23 de julho de 2008

Qual é o Filme?

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Feline Fatale.

Ryan Adams, do Awards Daily, levanta algumas questões importantes, quando por estas bandas, estamos a cerca de 34 horas da estreia de The Dark Knight. T-minus and counting. Pergunta Adams se, no universo Batman, haverá vilão tão icónico quanto Joker. Aqui, a resposta parece-nos mais clara. Onde a porca torce o rabo, é quando Adams puxa mais pela mente, questionando sobre quem seria o equivalente feminino de Heath Ledger. O mesmo é dizer, se Nolan estiver a cogitar numa actriz para Catwoman, quem deverá ser a eleita. Aqui, já se torna mais fácil perceber que a vida de um director de casting não deve ser trigo limpo, farinha amparo. Assim de repente, estou a ver uma. Samantha Morton. Tomamos a liberdade de pegar na questão de Ryan Adams, e transpô-la para o Yada. O mesmo é dizer, deixá-la no ar. Olhando para o relógio, 33 horas e 37 minutos.