12 de agosto de 2008

Realidade imita a ficção.

Para quem nunca viu Serenata À Chuva (Stanley Donnen e Gene Kelly, 1952), duas sugestões. A primeira, que parem imediatamente de fazer aquilo que estão a fazer, e se mexam rapidamente no sentido de arranjar o Dvd desta preciosa obra. Depois do visionamento, nada será o mesmo. Palavra de cinéfilo. A segunda sugestão, essa ainda mais premente, que parem imediatamente de ler este post. Major spoiler, right ahead. Caso contrário, lá se vai a beleza daquele memorável final.

Para todos os outros, para aqueles que já tiveram o prazer de se cruzar com este extraordinário musical, aqui fica uma chamada de atenção para este artigo publicado hoje no site da CNN. Parece que a voz de Ode to Motherland, canção ouvida por biliões de pessoas quando a bandeira da China entrou no Ninho do Pássaro, durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, não pertencia à pequena Lin Miaoke. Yang Peiyi, na opinião dos organizadores, menos fotogénica, foi a verdadeira cantora longe das câmaras. Chen Qigang, director musical da cerimónia, afirmou tratar-se de uma decisão forçada para salvaguardar os interesses nacionais. Era esta a justificação que faltava. Mais uma vez, estou ao lado da Kathy Selden desta história. Se bem que a pequena Lina Lamont não tenha culpa nenhuma. Caraças, ninguém tinha avisado que o lema destes Jogos era Mais Alto, Mais Forte, Mais Longe, Mais Bonito.

1 comentário:

Hugo disse...

De facto, Singin' in the rain marcou a minha "formação cinéfila". Há uma espécie de glorificação da alegria e da vivacidade que é irresistível e, até, essencial. "Depois do visionamento, nada será o mesmo. Palavra de cinéfilo": é isso mesmo. Só não entendo a associação da canção que dá o título ao filme a Fred Astaire. Alvy, consegues esclarecer-me (ou alguém)?