30 de Abril de 2008

27 - Defiance.

Continuando a subir na lista dos mais antecipados para este ano, chegamos ao número vinte e sete, onde encontramos Defiance, de Edward Zwick, uma aposta mais sólida para os prémios da Academia. Baseado na obra de Nechama Tec, e realizado por um conceituado cineasta (Tempo de Glória), o filme relata-nos a história de três irmãos judeus (Daniel Craig, Liev Schreiber e Jamie Bell), que abandonam a Polónia ocupada pela Alemanha Nazi, para as florestas bielorrussas, onde se juntam à resistência local. Aí, auxiliam e conduzem os outros refugiados, incentivando à construção de uma aldeia que torne a região mais segura.

Numa obra onde Daniel Craig deverá assumir-se como protagonista, e Bell (Billy Elliot) e Shreiber (O Véu Pintado) como secundários, caso Zwick consiga limar algumas arestas de O Último Samurai e Diamante de Sangue, que os padrões da Academia assim exigem, podemos estar perante o primeiro forte candidato aos Oscares. Se Ron Howard é perito na arte do drama pelo drama, Zwick ainda terá algo a melhorar na mestria do drama pelo épico. No dia em que acertar em cheio, teremos filme vencedor. Da nossa parte, não nos importamos que não haja Oscar. Se vier algo com metade da qualidade de Diamante de Sangue, já nos damos por bastante satisfeitos. Algumas imagens, e o primeiro trailer, ajudam a abrir o apetite.

3 yada(s):

Móriakum disse...

E não esquecer que o filme tem como director de fotografia o "nosso" Eduardo Serra!!!

André Figueiredo disse...

Metade da qualidade de Diamante de Sangue?! Permita-me transcrever parte da crítica de Paulo Figueiredo com a qual concordo:
" «Diamante de sangue» não escapa igualmente à já irritante "americanização" a que este género de filmes são consecutivamente submetidos, desde da figura transportadora do imenso (e pretenso) moralismo ser a jornalista americana até aos vilões serem de nacionalidades inglesa e holandesa (pelo menos habitam em Londres e um tem nome de holandês) passando pela influência guettista dos rebeldes e das armas traficadas serem de origem russa. «Diamante de sangue» é um filme que focado em denunciar os horrores do terceiro mundo, como o fez brilhantemente «Hotel Rwanda», teria sido bem mais eficaz. Ao invés sobram-nos duas horas de moralismo bacoco (perdoem a expressão) e cenas violentas para chocar os sensíveis.”

Alvy Singer disse...

André, essa é uma opinião absolutamente válida, da qual tenho o prazer de discordar na totalidade.