Mostrar mensagens com a etiqueta Antecipações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Antecipações. Mostrar todas as mensagens

18 de agosto de 2008

Prazer a dobrar.

Esta é aquela altura do ano em que as coisas começam a aquecer. É como a antepenúltima volta na corrida dos 10 000 metros. Uma cotovelada afectuosa aqui. Um chega para lá cordial ali. No fundo, todos começam a querer chegar-se à frente. A temporada de prémios está mais próximo do que se possa pensar. Toronto e Veneza estão ao virar da esquina, e este é o momento em que alguns ficam para trás. Como, seguramente, não é isso que a Mike Zoss Productions pretende para Burn After Reading, o próximo dos Coen, aqui ficam dois novos clips. O primeiro, dedicado a Linda Litzke (Frances McDormand).

O segundo, a Katie Cox (Tilda Swinton).

Spot olímpico.

A qualidade bootleg não dá para muito mais. Ainda assim, feita a ressalva, aqui fica o recente spot televisivo de The Curious Case of Benjamin Button, o próximo filme de David Fincher, com Brad Pitt, Cate Blanchett e Tilda Swinton. Para já, a expectativa continua a ser mais que muita. No entanto, como o /Film alerta, e bem, alguns contratempos parecem surgir nesta altura. Mais uma vez, segundo Anne Thompson, depois de Zodiac, Fincher volta a realizar uma obra demasiado longa. A malta do AICN disseca um pouco mais a questão, e diz mesmo que esta duração cansa o espectador. Que existe, inclusive, direito a repetição narrativa. Ok, assim já engolimos. Dizer que um filme sofre de duração excessiva, parece-nos demasiado subjectivo. Cada um sabe o que faz com o seu tempo e, se o raio da obra enche as medidas, não é por ter mais quarenta e cinco minutos que a casa vem abaixo. Assim de repente, com mais de duas horas e meia, recordo com extrema afeição O Caçador, Danças Com Lobos, O Resgate do Soldado Ryan, e o próprio Zodiac. Agora, se o tempo se deve a duplicações, já não é bem assim. Há que ver isso, sôr Fincher. Fora isso, se vier como o anterior, a gente agradece.

12 de agosto de 2008

A saia da Coraline.

Na altura em que uma das competições em voga nos Jogos Olímpicos são os saltos para a água, nada melhor do que falar do projecto a cargo da dupla Henry Selick (O Estranho Mundo de Jack) e Neil Gaiman, autor de obras como Stardust e The Sandman. Esta é uma dupla que tem tudo para fazer um triplo mortal encarpado à retaguarda, sem visibilidade, e arrancar uma medalha de ouro – não confundir medalha de ouro com estatueta dourada. Depois de WALL•E, e a par de Ponyo on the Cliff e Waltz With Bashir, Coraline é um dos títulos de animação mais aguardados do ano. Não… afinal, parece que não. Só em Fevereiro do próximo ano é que o filme chega às salas norte-americanas. Caramba, ainda vai ser preciso esperar.

Baseado na obra homónima de Neil Gaiman, o filme conta-nos a história de uma jovem rapariga, Coraline (Dakota Fanning), que descobre uma porta misteriosa para um universo paralelo, na sua nova casa. À primeira vista, este novo mundo parece-se bastante com a realidade. Apenas mais fantástico. No entanto, à medida que vai mergulhando nesta fantasia, Coraline apercebe-se que nem tudo é maravilhoso, e será preciso reunir forças e determinação, para abrir novamente a porta misteriosa e regressar a casa. Este featurette dá-nos as boas vindas e convida-nos a conhecer a odisseia de Coraline. Isto pedia mesmo uma estreia por alturas do Natal.

O novo de Almodóvar.

Eis as primeiras imagens Los Abrazos Rotos, o próximo filme de Pedro Almodóvar. O mesmo é dizer, do mais forte candidato, para já, a representar a Espanha na cerimónia dos Óscares de 2010. Ainda sem grandes informações sobre o novo projecto de Almodóvar, continuamos a agarrar-nos às palavras do cineasta, publicadas neste artigo da Variety. “Fate, the mystery of creation, guilt, unscrupulous power, the eternal search of fathers for sons, and sons for fathers”. Ora aqui está uma maneira de encher chouriço, sem nada dizer. As primeiras indicações apontam para uma história passada nos anos noventa, mas filmada com a sensibilidade de um noir dos anos cinquenta. Foi mais ou menos esta combinação explosiva, a par de um argumento do outro mundo, que tornou Os Suspeitos do Costume (Bryan Singer, 1995) num dos meus mais que tudo. A ver vamos, se Almodóvar continua em excelente forma. Bianca Portillo, Lluis Homar, e a inevitável musa Penélope Cruz, encabeçam o elenco.

Pronto para a luta.

As primeiras fotos de The Wrestler estão aí, como que a relembrar-nos que há um filme de Darren Aronofsky por estrear este ano, e do qual ninguém fala – vimos esta frase hoje escrita em algum lado, e a carapuça servi-nos na perfeição. Em menos de um mês o filme passará por dois festivais de peso: Toronto e Veneza. Neste último fará parte da selecção oficial. The Wrestler gira em torno de Randy ‘The Ram’ Robinson (Mickey Rourke), um veterano profissional do wrestling, que mal ganha a vida no circuito independente. A vida já não corria bem, quando um médico lhe diz que pode morrer a qualquer instante, caso continue a combater. Cassidy (Marisa Tomei), uma amiga stripper, e a distante filha Stephanie (Evan Rachel Wood), completam o quadro principal deste filme. Seguramente, um regresso aguardado do cineasta. Seja pela incompreensão perante The Fountain, depois do aclamado A Vida Não É Um Sonho, e querer agora reencontrar o calor de Aranofsky. Seja porque os dois filmes anteriores foram mesmo sonhos tornados realidade e, agora, vinha mesmo a calhar um terceiro. Aguardemos pelo tão esperado trailer e por reacções festivaleiras além-fronteiras.

11 de agosto de 2008

Sete anos de azar, era antes.

O bom desta moda dos primeiros minutos de um filme serem disponibilizados na net, é o de permitir um contacto mais próximo com o mesmo. Não é a mesma coisa ver um par de calças na montra, e senti-lo na mão. Não é a mesma coisa ter um par de calças nas mãos, e entrar no provador para testá-lo. E, mesmo assim, nada nos garante que, quando saímos à rua, o resultado seja inteiramente do nosso agrado. Por isso, mais do que servir para percebermos até que ponto queremos ver um determinado filme, esta nova prática serve sobretudo para percebermos se não queremos ver um determinado filme. Depois disto, quem não ficar com vontade, dificilmente algum dia se deslocará à bilheteira para adquirir ingresso. Isto porque sabemos que, regra geral, os primeiros minutos tendem a ser os mais cativantes de toda a obra. Se o inicio não prende, não é lá para o meio quando já estamos à deriva em mar alto, que a corrente começa a ficar a favor. Felizmente, há excepções. Tão raras, que agora não nos recordamos de qualquer uma.

Realizado por Alexandre Aja, responsável pelo remake de 2006 do clássico Os Olhos da Montanha (Wes Craven, 1977), Espelhos promete os maiores sustos da temporada. Protagonizada por Kiefer Sutherland, esta é a história de um ex-policia e da sua família, perseguidos por uma força maquiavélica que recorre a todo o tipo de espelhos para nunca deixar de estar no encalço. Nem mesmo em casa, a família Carson está segura. Depois destes primeiros três minutos – é necessário colocar uma data de nascimento para ter acesso ao vídeo –, aquilo que podemos dizer é que o tacto das calças não foi o melhor. Tipos que se olham ao espelho, com medo do reflexo, até pode ser uma boa premissa. No entanto, não para esta altura do ano. Isto são calças para usar em meia estação. Talvez a 25 de Setembro, data de estreia do filme, já esteja melhor tempo. Por agora, aqui fica o vídeo, com a ressalva de que aquela reunião do staff de Lucy Liu, em Kill Bill, ao pé disto, é uma zaragata de miúdos. Aqui degola-se bem.

10 de agosto de 2008

Definição de aperitivo.

Sem ter lido ainda o best-seller, vencedor de um Pulitzer, de Cormac McCarthy, The Road, toda e qualquer suspeita em torno da adaptação cinematográfica carecerá de um maior fundamento. No entanto, a sinopse dá umas luzes, e as primeiras imagens, publicadas na USA Today, ajudam a pintar o resto do quadro.

E, o que este quadro nos diz, por enquanto, é que este título tem todo o ar de ser o Children of Men de 2008. O estilo de filme filosófico e idealista, que foge aos modelos triunfadores de Hollywood, mas que acaba por vencer no coração da audiência, e nos cifrões das bilheteiras. Um cenário pós-apocalíptico parece-nos ideal para uma obra inovadora, onde um dos melhores actores da actualidade por dar largas ao seu talento. Por alguma razão este é o 14º mais aguardado do ano.

E, onde encontrar esta América pós-apocalíptica coberta de cinzas? O realizador John Hillcoat recusou o CGI, e ficou-se pela encantadora localidade de Pittsburgh. Campos de carvão, parques de diversão abandonados e 12 quilómetros de auto-estrada fechados. Porquê recorrer a efeitos especiais, se o mundo real fornece as melhores paisagens?

8 de agosto de 2008

Not in the mood to move it.

Por muito que lamentemos o tempo de espera para a estreia de um título que desejamos ver como se não houvesse amanhã, essa é a verdadeira e aprazível prova dos nove quanto à nossa determinação. E, até pode faltar um ano. Desde que queiramos ver o filme, esperamos o tempo que for preciso. Agora, quando não nos importamos com o dia em que o dito cujo chega às salas, é porque algo não está no ponto. Esse costuma ser o sinal de que falta ali uma pitada de sal. Ou pimenta. Ou, quem sabe, de ambos. Porque, apesar de se tratar de uma relação entre um ser vivo (cinéfilo) e um inanimado (filme), também aqui deverá ocorrer um click. E, verdade seja dita, isso ainda não aconteceu com Madagascar: Escape 2 Africa. Realizada pela mesma dupla do primeiro, Eric Darnell e Tom McGrath, esta é uma sequela que tem todo o ar de quem vai passar ao lado. Até poderíamos afirmar que o crash and burn presente neste teaser é uma magnífica alegoria do nosso presságio. No entanto, esta não é uma daquelas situações em que antecipamos um mau resultado. Ele até pode vir a ser magnífico. É a recordação do anterior que está a empatar isto tudo. É melhor voltar a ver o trailer. Pode ser que isto tenha mesmo piada – pinguins à parte.

Trocámos as voltas.

Na altura em que aqui deixámos o poster, já por aí circulava o teaser. E, há já algum tempo. Que não era coisa recente, não senhor. Cabeça enterrada na areia é o que dá. Isso, e pouco tempo nas mãos. O que não é o caso desta noite. Véspera de fim-de-semana permite, não só a rotineira visita diária aos sites e blogs do costume, à caça da última novidade, como também uma pesquisa mais cuidada à procura de algo que possa ter ficado para trás. E, há coisa de três minutos, esbarro neste teaser de Terminator Salvation. Um destes dias elaboraremos um acordo de cavalheiros, no qual ficará registado o dever civil de partilhar toda a informação relativamente a esta obra. Pensar que, há três semanas, estas imagens já estavam disponíveis, dá-me a volta ao estômago. Ou é isso, ou é este Toblerone derretido do calor.

6 de agosto de 2008

Regresso ao Futuro.

A este ritmo corremos o sério risco de, daqui por uns anos, muito boa gente não saber que, antes do 3D, havia o 2D. Apesar da lógica inerente. Num cenário mais pessimista, gente que nem sequer estará receptiva a estes desenhos à mão, tradicionais, e tão old school. Quando ainda estamos na primeira década do milénio, será com naturalidade que falamos com um outro qualquer cinéfilo mais saudosista, que recorda com um brilho nos olhos ter crescido com os clássicos da Disney. Contudo, daqui por vinte anos, Pixar, Dreamworks e afins terão preenchido este espaço no imaginário colectivo da pequenada já crescida. O 2D não será, então, um regresso à infância, mas antes uma visita a um passado desconhecido.

Daí olharmos de bom grado para esta decisão da Disney, ao optar por realizar The Princess and The Frog, o seu próximo filme, sem recorrer às complexas técnicas informáticas da terceira dimensão. O filme de Ron Clements e John Musker, conta a história da princesa Maddy (voz de Anika Rose), uma jovem afro-americana que vive no elegante e deslumbrante French Quarter, em New Orleans. No coração do Louisiana, e à beira do Mississippi, romance, feitiços e muita cantoria, é aquilo que podemos esperar. Assim como crocodilos cantores. A banda-sonora estará a cargo de Randy Newman. Caramba, como é bom poder voltar a dizer desenhos animados. A estreia mundial está prevista para o Natal de 2009.

28 de julho de 2008

É ver enquanto é tempo.

Continuando na senda dos Ws, falemos agora de um que vai para além da inicial. Wolverine. Perdão, X-Men Origins: Wolverine. Um filme, como o próprio nome diz, sobre a origem de Wolverine. Quem é, de onde vem, e para onde vai. Quem é? Um mutante. De onde vem? De um sitio onde faz um frio de ranger os dentes. Para onde vai? Aí é que já não sabemos bem. Apenas que persegue Victor Creed (Liev Schreiber), posteriormente Sabertooth, procurando vingar a morte da sua amada. Esperemos, então, que o filme ajude a responder a esta última questão.

Em relação ao teaser convém alertar para a fraca qualidade do material de apresentação. No entanto, não sendo um lançamento oficial, dificilmente poderíamos pedir mais. Verdade seja dita, estes teasers captados por telemóvel têm sofrido uma evolução positiva. O que leva a suspeitar que isto possa ser todo um esquema montado pelos grandes estúdios, que metem pessoal com câmaras escondidas a gravar o trailer, e depois vêm dizer que foram os fãs que violaram as regras de privacidade. É que, aos olhos da comunidade cinéfila, um teaser que chega via telemóvel é muito mais importante. Aquele imediatismo típico. Já faltou mais para o dia em que as primeiras imagens dadas a conhecer, serão gravadas em plena sala de montagem.

(Os vídeos já saíram de quase tudo quanto era sitio. O Worst Previews é dos poucos que ainda o mantém. Aqui fica o link, enquanto durar).

W. - O Teaser.

O melhor que Oliver Stone pode fazer é não mostrar muito deste seu próximo filme. O título é um bom exemplo disso mesmo. Não é por acaso que a obra se chama W. Uma mera consoante. Stone é um tipo sabido – ou, como diria Scolari, sabedor –, com muitos anos disto. E, brinca connosco, desde o início. Aliás, connosco não. Apenas com aqueles que acham que o homem só é capaz de chocar, mostrar o lado mais polémico da questão, incitando sempre à discussão. Que os há. No entanto, de há uns anos a esta parte, Stone tem-se deixado um pouco disso, e procurado narrar a sua versão de maneira diferente. No entanto, uma vez estabelecido um padrão, é difícil romper com o passado. A esta hora, muito bom fazedor de opinião estará a experienciar um duelo interno, com metade do cérebro a dizer que estamos na presença de um thriller apetecível, enquanto outra metade afirma tratar-se de uma comédia camuflada. Mas, será possível Oliver Stone realizar algo, cujo primordial objectivo seja fazer rir? Quanto menos Stone mostrar, melhor. É que, assim, temos mesmo de ir à sala verificar com os nossos próprios olhos.

27 de julho de 2008

Para cima, sff.

Ainda à espera do robot, e já começamos a levar com os balões. Up, o próximo filme da Pixar, já tem teaser. E, como sempre acontece naquilo que tem o dedo Pixar, é um senhor teaser, no sentido lato do termo. Nas palavras do realizador Pete Doctor “In Up, we’re taking you to a world you’ve never seen before, a place I didn’t know existed before”. Doctor, realizador de Monsters Inc. (2001), e co-argumentista de Toy Story, Toy Story 2 e WALL•E, reconhece as influências de Hayao Miyazaky, e a importância do seu trabalho neste Up, uma obra que promete estrear o género de air trip. “We’re all huge fans of his. He’s an amazing filmmaker. Miyazaki pays so much attention to small details that make you feel like you’re actually there. And we’re trying to do that in this film as well”.

No centro da trama está um septuagenário, de seu nome Carl Fredricksen. Um homem que caminha curvado sobre uma bengala em forma de tripé. Em jovem, conheceu Ellie, uma rapariga nascida e criada numa cidade do midwest. Os dois apaixonaram-se e acabaram por casar. O sonho de Ellie era conhecer o mundo, os locais mais recônditos, se possível. No entanto, Ellie morreu antes de qualquer viagem ser feita. Carl tornou-se assim num viúvo a viver sozinho numa pequena casa, ameaçado a sair do seu espaço por novos construtores.

A premissa, como é apanágio nesta malta da Pixar, é mais do que apelativa. Depois de um filme sem diálogos, preparemo-nos para o deslumbramento visual. Para além do teaser, aqui fica a imagem de um elevador num dos hotéis para os lados da Comic Con, em San Diego.



26 de julho de 2008

Esperam-se maravilhas.

Entre muitos projectos já confirmados, e outros que não passam ainda de rumores, Tim Burton tem em carteira uma nova versão de Alice no País das Maravilhas, obra que Lewis Carroll escreveu no ido ano de 1865. Tal como Sweeney Todd, esta parece ser uma história talhada para o imaginário do realizador de Big Fish (2003). Como sempre, as primeiras notícias relativamente a um qualquer projecto dizem respeito ao casting. E, em Alice no País das Maravilhas, era importante saber quem interpretaria Alice. Chegou a pensar-se em Johnny Depp com uma peruca. Em busca do Oscar, como nunca, se resultou para Dustin Hoffman, com Tootsie (Sydney Pollack, 1982), porque não tentá-lo? Talvez porque não seja muito saudável realizador e actor andarem sempre em parceria, para trás e para a frente. Convém apanhar ar, espairecer, e conhecer outras pessoas, caramba. Foi isso que Tim Burton fez, ao recusar a presença de um Johnny Depp transformado, e ao recrutar a jovem australiana Mia Wasikowska, actriz que podemos ver regularmente ao lado de Gabriel Byrne, na recente série nomeada para três Emmys, In Treatment. Contudo, ou muito nos enganamos, ou Wasikowska será um nome a memorizar para os próximos tempos. Antes de ser Alice, ainda este ano, poderemos vê-la no vigésimo sétimo título mais aguardado do ano (esta objectividade até arrepia), Defiance, e, para o ano, no biopic de Mira Nair, Amelia.

Agora, e porque se fala de Johnny Depp neste post, que tal falar sobre a vontade de Tommy Lee, que gostaria de ver Depp vestir a sua pele, num filme sobre os Motley Crue? Ainda não há produtores, nem realizador. Estamos em crer que apenas um argumento, e pouco mais. No entanto, Tommy Lee não se coibiu de manifestar a sua opinião, afirmando que Depp era o melhor de todos os tempos, e o tipo ideal para levá-lo ao grande ecrã. De facto, este Tommy Lee não é nenhum panhonha. Eu, se pudesse, também escolheria Johnny Depp para encarnar a minha pessoa. Pudera, até o ser mais execrável à face da Terra, interpretado por um Depp, ganha a aura e carisma dignos de um Deus Grego. Bolas, prometi a mim mesmo que não divinizaria ninguém.

A hora de Melissa Leo.

Facilmente nos desdobramos em elogios para com o antigo elenco da magnífica Departamento de Homicídios. Nada mais fácil do que pegar num qualquer actor desta série, e apontar-lhe as suas maiores virtudes. Até Daniel Baldwin encaixava no cenário. Há uns tempos foi a vez de Andre Braugher. Hoje, Melissa Leo. Passe a brejeirice, a detective com o maior par deles, desde Clarice Starling. Agora, não falaremos de Melissa Leo por dá cá aquela palha, só porque nos apetece. A verdade é que o nome da actriz tem vindo a surgir cada vez mais nos artigos referentes à próxima cerimónia dos Oscares. Os simpaticamente considerados pré-pré-pré-candidatos. No entanto, convém deixar a ressalva de que até parece existir algum fundamento, ou a interpretação em causa não fosse no vencedor do Grande Prémio do Júri de Sundance deste ano, Frozen River (Courtney Hunt). Veja-se o artigo de Emanuel Levy, que entra logo a matar com a seguinte afirmação “Melissa Leo gives an Oscar-caliber performance”. Já a Variety, um pouco mais a medo, lá inclui a obra de Courtney Hunt, acompanhada da actriz. Ao mesmo tempo que nos agrada a ideia de ver Melissa Leo entre as cinco nomeadas, muito francamente, não nos parece que a actriz tenha estaleca para tal. Estaleca, não no sentido de qualidades artísticas, apesar de ainda não termos visto o filme, mas no que à reputação diz respeito. Porque, convenhamos, nisto dos prémios, o renome conta, e muito. E, depois de um ano em que os estrangeiros limparam as estatuetas, urge devolver o dinheiro à casa, e em grande. De qualquer forma, a tanto tempo da cerimónia, tudo isto não passa de suposições. Aqui fica o trailer de Frozen River, um drama sobre o quotidiano de um grupo de mães solteiras, na fronteira entre o estado de Nova Iorque e o Quebec, nos dias que antecedem o Natal. Nos Estados Unidos, o filme estreia este fim-de-semana.

24 de julho de 2008

Novas doses.

Fazer mais ou refazer? Esta parece ser a grande dúvida dos executivos de Hollywood, quando se deparam com um bom produto. Deixá-lo ficar quieto, é mais complicado. Aliás, todas as segundas-feiras, logo pela manhãzinha, deve haver uma reunião de produtores em todos os grandes estúdios, em que o big boss pergunta, Meus amigos, vamos lá a ver o que é que dá para repescar. Porque, este repescar pode ser feito de duas maneiras. Ou vai-se buscar a fórmula original, e transpõe-se para os dias de hoje. Ou pega-se em algo actual, e desenrolamos um pouco mais o novelo. Esta semana temos o privilégio de presenciar a concretização destas duas hipóteses. A comprová-lo estão os dois artigos da Variety.

No primeiro, podemos ver que está bem perto de se tornar real, a suspeita de longa data. The Rocky Horror Picture Show vai mesmo ter direito a remake. Agora, aquilo que não se esperava é que fosse a MTV a pegar no projecto. Embora não seja a Disney, o remake começa imediatamente a ganhar contornos de malta jovem, um pouco à imagem de High School Musical – cruzes canhoto. Esperemos que este aparente tiro no pé não passe de pólvora seca, e que o remake honre o filme de culto de 1975 de Jim Sharman. A tarefa não é fácil. Sobretudo quando se começa já a falar em prazos, pressionando a produção que ainda nem sequer teve inicio. Segundo o produtor Lou Adler, era bom que o filme saísse lá para alturas do Halloween de 2009. “I'd like to see it shown a year from this coming Halloween, but that's up to MTV”. Em Agosto do ano passado pude constatar, com estes olhos que a terra há-de comer, que, em Nova Iorque, um complexo de cinemas insiste ferozmente na exibição do filme de Sharman. Na altura, recordo-me, a sessão era a última de quinta-feira. Com muita pena minha, não foi possível ver. No entanto, se alguém estiver a pensar ir à grande maçã nos próximos tempos, aqui fica a prova de que o filme continua por lá, ao mais alto nível. Clearview Chelsea é o local, e deve valer bem a pena, a experiência. Já agora, aqui fica o trailer do original.

Com isto tudo, quase nos esquecíamos do outro caso. Do tipo fazer mais. E, desta feita, o papel dentro do fortunate cookie diz… Hairspray 2. Por enquanto, ainda pouco se sabe sobre o filme que deverá chegar em meados de 2010. Realizador, produtores e argumentistas devem voltar. Os actores, excepto um ou outro ingresso, e uma ou outra saída, apesar de não terem alíneas no contrato que precavessem este cenário, também devem ser os mesmos. No entanto, o grande alívio surge quando vemos que John Waters foi convidado para escrever o alicerce da sequela. Eles sabem muito. Respeitinho, e muita ciência, é o que vale.

22 de julho de 2008

Got Blood?

Photobucket

Hoje não tem sido um dia fácil. Sobretudo, de há quarenta minutos a esta parte. Uma breve conversa telefónica com um familiar vacoso (derivação morfológica do vocábulo vaca) como tudo, foi quanto bastou para saber que amanhã, por esta hora, estará a decorrer uma antestreia de The Dark Knight para os lados do Colombo. Parece que existiram concursos, e convites circulam por aí. Resumindo e baralhando, depois dos visionamentos, lá se vai mais oportunidade de me juntar aos primeiros sortudos, que obviamente só poderia resultar nesta ligeira indisposição pós-prandial aliada a uma certa dor de cotovelo. Desta forma, fica desde já a ressalva de que todo e qualquer texto depositado esta noite, neste recanto da blogosfera, terá sido escrito sob uma enorme nuvem negra. Daquelas que vêm com raios e trovões.


Posto isto, podemos falar de True Blood, o próximo projecto televisivo de Alan Ball, argumentista de Beleza Americana – filme pelo qual levou para casa o Oscar de Melhor Argumento Original –, criador da belíssima Sete Palmos de Terra, e realizador do vigésimo filme mais aguardado do ano, Towelhead. A série da HBO, baseada na obra de Charlaine Harris, Southern Vampire, contar-nos-á a história de Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma empregada de balcão numa pequena localidade do Louisianna, que consegue ler pensamentos. Quando Bill Campton, um vampiro, lhe entra pela porta do estabelecimento adentro, nada na vida de Sookie permanecerá igual. Ao que parece, os vampiros podem co-existir com os seres humanos, desde que para isso bebam um sangue japonês concebido sinteticamente, o Tru Blood. Para vermos a genialidade da coisa, aqui fica um promo da série, em forma de anúncio à bebida ficcional. O genérico e tema da série também já estão disponíveis. Um sentido bem haja, ao dois compinchas que um dia decidiram criar o Youtube. Como o poster acima indica, o programa tem estreia marcada para 07 de Setembro.

4 de julho de 2008

Às 20h no Central Perk.

Certas notícias parecem surgir no dia ideal. Como se fossem feitas para aquele fase da semana que nos apanha mesmo na mó de cima. Outras, como esta, nem tanto. Daí que tenhamos aguardado um dia para publicá-la neste espaço. Dar a conhecer estes desenvolvimentos numa véspera de fim-de-semana, terá, estamos em crer, um outro efeito. Uma boa notícia de sexta-feira, facilmente se torna na melhor novidade da semana. E, acreditamos que esta seja mesmo uma boa novidade.

Alguns informadores do Daily Mail afirmam que Jennifer Aniston, Courtney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer estarão prontos para filmar uma adaptação da série de sucesso Friends, nos próximos 18 meses. A despoletar isto tudo terá estado o recente êxito de bilheteira que foi O Sexo e A Cidade.

Jennifer Aniston, apontada como principal opositora do projecto, reconsiderou a sua posição no mundo das celebridades, e parece que já não há qualquer problema em voltar a ser Rachel. Quanto aos outros cinco, vontade para regressar às suas personagens foi coisa que nunca faltou. Com as produtoras de Cox e Aniston em comunicação e centradas no projecto, não deverá faltar muito tempo para termos mais novidades sobre isto. Enfim, parece que o que tem de ser tem muita força, e Amigos: O Filme será mesmo uma realidade. Uma semana que começa com o trailer de Quantum of Solace e termina com um anúncio destes, não ocorre com muita frequência. A única coisa que não caí bem aqui, é a motivação por detrás do filme. Milhões de fãs em todo o mundo a pedir uma adaptação ao grande ecrã, e eles lá assobiavam para o ar, torciam o nariz e, Ah e tal, não nos apetece. Agora vêem O Sexo e A Cidade arrecadar mais de 300 milhões de dólares em todo o mundo, ‘Bora lá. Escrever direito por linhas tortas é pouco.

Fotos de Harry Potter.

O artigo de ontem do USA Today, inteiramente dedicado ao próximo filme de Harry Potter, apresenta-se como deveras interessante. Para além das sete fotos tornadas públicas, Claudia Puig lança-se numa análise peculiar, sobretudo devido às declarações do produtor David Baron. Parece existir uma certa preocupação em afastar o filme do livro, na medida em que muito tempo passou já, não só desde escrita deste tomo, como inclusive desde o fim da saga, e muita gente já sabe como é que tudo termina. Por essa razão, tem de haver alguma originalidade, dizem eles. No entanto, não nos parece que, por esta altura, se saiba mais sobre Harry Potter and the Half-Blood Prince, do que há sete anos se sabia sobre A Pedra Filosofal. Vai daí, se calhar não é bem assim, e é mesmo melhor juntar os pozinhos mágicos ao filme.

27 de junho de 2008

Não poderia ter sido para hoje?

Há qualquer coisa que não está bem, quando um filme como WALL•E demora quase dois meses a chegar às salas nacionais. Desconhecendo por completo as condicionantes por detrás das estreias, acredito que, desta vez, não será por falta de vontade. Deve haver aqui qualquer razão de força maior, a impedir a chegada deste filme. Ou isso, ou então isto é um mau hábito que vem de anos anteriores. É que, já o ano passado, Ratatui estreou nos Estados Unidos a 29 de Junho, para chegar às nossas salas a 15 de Agosto. Mais parecido era difícil. Se calhar é mesmo falta de vontade. Ou, pior do que isso, má. A verdade é que é difícil não deixar de partilhar esta dor, quando constatamos que 98% dos sortudos que já tiveram o privilégio de ver WALL•E andam por aí a pular de contentamento, como há muito não se via. Ele é elogio atrás de elogio, num rodopio de aplausos maior do que se esperava. Senão, vejamos:

“We’ve grown accustomed to expecting surprises from Pixar, but “Wall-E” surely breaks new ground”. – New York Times,

“Pixar's ninth consecutive wonder of the animated world is a simple yet deeply imagined piece of speculative fiction”. – Variety,

“Catch WALL•E on the big screen when you can, if only as a reminder of how good it feels to love, to dream and to want something so much, you'd happily chase it from one galaxy to the next”. – Cinematical,

“Pixar’s WALL•E succeeds at being three things at once: an enthralling animated film, a visual wonderment and a decent science-fiction story”. – Roger Ebert,

“Wall-E is a classic”. – CNN,

“Every time I think the studio that gave us "The Incredibles" and "Ratatouille" can't possibly top itself, Pixar comes up with a masterpiece like WALL-E, which smuggles barbed political satire into a charming, hilarious robot love story aimed at the entire family”. – New York Post,

“Wall-E never loses its sense of wonder: wonder at life, wonder at the universe, and even wonder at the power of computer animation to create worlds unlike any we've seen before. How often do we get to say that in these dispiriting times?”. – LA Times,

“Who would guess that a movie with minimal dialogue and a love story between robots could emerge as one of the best films of the summer? The engaging and visually stunning computer-animated WALL•E (* * * * out of four) is a significant departure for the studio, with its sci-fi plot and soundtrack of beeps and buzzes that serve as communication between the bots”. – USA Today.